segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cólicas são normais na gravidez?


Especialistas esclarecem quando é normal ou não sentir cólica, principalmente no início da gestação
1. É comum a grávida sentir cólicas?
Segundo os médicos, dores uterinas durante a gestação são relativamente comuns e normais desde que não sejam muito frequentes e intensas. Já se as cólicas se tornam corriqueiras e fortes, é importante relatar o fato ao obstetra que faz o acompanhamento pré-natal. O primeiro e o terceiro trimestre da gravidez são a época mais sujeita a cólicas.
 2. Por que elas acontecem?
Por diversas razões. “Se for a primeira gravidez, as cólicas podem acontecer pelo próprio crescimento uterino. Caso a mulher tenha uma cirurgia anterior, ela terá aderências que também vão causar dores à medida que a gravidez evolui”, esclarece João Leandro Costa de Matos, coordenador de obstetrícia do Hospital Balbino, do Rio de Janeiro. Existem ainda, segundo o médico, gestantes que sentem dor nos últimos meses devido à movimentação do feto. Essas situações estão dentro da normalidade.
 3. Posso estar com outro problema?
Na gravidez, corrimento e infecção urinária podem estar relacionados a cólicas. “O corrimento vaginal contém bactérias que podem causar tanto a infecção urinária como a contaminação do útero e das trompas”, alerta Aléssio Calil Mathias, ginecologista, obstetra, pesquisador e diretor da Genics Medicina Reprodutiva e Genômica, de São Paulo. Ele explica que também é possível que as dores na bexiga, devido à infecção, sejam confundidas com cólicas uterinas. “Para ter um diagnóstico diferencial, solicitamos o exame de urina I a fim de verificar infecções e possíveis cálculos de vias urinárias”, diz Mathias.
 4. Quando o embrião se fixa no útero, pode doer?
Geralmente, não. O processo de nidação do ovo – termo médico para o momento em que o embrião gruda na parede uterina – se dá alguns dias depois da fecundação. Na maioria das vezes, quando isso acontece, a mulher ainda não sabe que está grávida, mas pode sentir um leve desconforto. Entretanto, o sintoma mais comum da nidação é um pequeno sangramento.
 5. A cólica pode ser um indício de aborto?
Embora nem toda cólica de gravidez seja sinal de algum problema sério, há casos em que as dores se relacionam, sim, com o aborto. “As cólicas que tendem a piorar e as que são acompanhadas de sangramentos são as que normalmente se relacionam com abortamentos”, avisa o obstetra Aléssio Mathias. Se a gestação estiver adiantada, as dores também podem ser um prenúncio de parto prematuro. O melhor é entrar em contato com o médico que faz o pré-natal o quanto antes.
 6. Existe algo que se possa fazer para aliviar as cólicas?
Sim, mas apenas o médico pode determinar o melhor tratamento. “Se elas forem fortes, o obstetra irá verificar se há algum fator predisponente para essas cólicas. Eles, então, serão identificados e tratados”, diz o médico João Matos. Talvez, sejam necessários alguns cuidados adicionais. “Além dos medicamentos, repouso, abstinência sexual e realização de exames para descartar infecções urinárias e intestinais são condutas normalmente adotadas”, complementa o obstetra Aléssio Mathias.

Dez mitos e verdades da gravidez


Azia tem a ver com a cabeleira do bebê? A mãe não pode passar vontade senão o pequeno nasce com uma marca na pele? O que tem fundamento nessas questões?
É quase automático: basta uma mulher anunciar que está grávida para começarem as sugestões a respeito de como saber o sexo do bebê, a importância de satisfazer aos desejos por comidas as mais exóticas, as explicações para o fato de sentir muita azia e por aí vai. Com isso, a gestante recebe diversos conselhos, dos mais bizarros aos mais sérios. Ouvimos especialistas para desvendar o que é mito e o que é verdade quando se trata dessas crenças populares.
01. Azia significa que o bebê é cabeludo.
Mito. A azia não tem nada a ver com o bebê ser cabeludo ou não. “Os hormônios da gravidez irritam o estômago, por isso a grávida sente uma queimação. E, no final da gestação, a azia é causada porque o estômago fica comprimido pelo bebê, que cresceu”, explica Mário Martinez, chefe da equipe de ginecologia e obstetrícia do Hospital São Luiz, de São Paulo.

02. Depois de uma cesárea, não se pode mais fazer parto normal.
Mito. Luiz Fernando Leite, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo, esclarece: “O ideal é que haja o intervalo de dois anos entre a cesariana e o parto normal, mas, passado esse período, não há problema. Quando a mulher passa por um parto cesariano, o útero é cortado e depois costurado. Esse intervalo de dois anos é importante porque, durante as contrações, o útero pode se romper e causar hemorragia interna”.

03. É arriscado fazer sexo durante a gravidez porque o pênis incomoda o bebê.
Mito. As mulheres podem fazer sexo tranquilamente se estiver tudo normal com a gravidez. No entanto, Mariangela Maluf, ginecologista e obstetra do Centro Especializado em Reprodução Humana, de São Paulo, alerta: “A relação sexual com penetração vaginal pode aumentar a atividade uterina, ou seja, aumentar a frequência das contrações. Esse fato, em algumas mulheres, pode desencadear o trabalho de parto prematuro se houver alguma patologia preexistente”.

04. A mudança da Lua influencia o parto.
Verdade. “Durante a lua cheia e a lua nova, existe uma força maior para o centro da Terra, o que aumenta a pressão pélvica e, consequentemente, as contrações”, explica Luiz Fernando Leite, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo.

05. O formato da barriga indica o sexo do bebê: barriga pontuda é menino e barriga larga é menina.
Mito. “O formato da barriga depende do tamanho do bebê, e não do sexo dele”, diz Mário Martinez, chefe da equipe de ginecologia e obstetrícia do Hospital São Luiz, de São Paulo. “E as únicas maneiras de descobrir o sexo antes de a criança nascer são o exame de sexagem fetal, que pode ser feito com oito semanas, ou o ultrassom, com 18 semanas”, completa o ginecologista.

06. Grávidas sentem mais calor.
Verdade. “A grávida tem aumento da temperatura basal – que é a temperatura do corpo medida imediatamente após a pessoa acordar, antes de qualquer atividade física – de 0,5 a 1,0 ºC, o que a torna mais quente. O aumento da temperatura se deve à ação da progesterona, o hormônio que a placenta produz”, esclarece Mariangela Maluf, ginecologista e obstetra do Centro Especializado em Reprodução Humana, de São Paulo.

07. A mulher deve comer bastante canja e canjica e beber cerveja escura para ter mais leite.
Mito. “Isso é um mito de muito tempo atrás, quando as mulheres, mesmo grávidas, precisavam forcejar mais nos trabalhos domésticos – quando não existia a máquina de lavar, por exemplo. As mulheres tomavam canja e tinham mais energia, daí surgiu a lenda. O importante é a gestante tomar bastante líquido (em torno de 2 a 3 litros diariamente). Pode ser chá, água, sucos e frutas”, conta Luiz Fernando Leite, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo. Vale lembrar que a bebida alcoólica não é aconselhável durante a gestação.

08. Se a mãe não comer o que deseja, a criança vai nascer com a cara do desejo.
Mito. “Isso é só mais uma crença popular e não faz sentido”, sentencia Mário Martinez, chefe da equipe de ginecologia e obstetrícia do Hospital São Luiz, de São Paulo. “Os desejos são causados por hormônios durante a gestação. Nada acontece ao bebê se a mãe não comer o que deseja”, complementa Martinez.

09. As grávidas precisam comer por dois.
Mito. “A grávida sofre um aumento de apetite por ação da progesterona, mas não precisa comer por dois”, afirma Mariangela Maluf, ginecologista e obstetra do Centro Especializado em Reprodução Humana, de São Paulo. Até porque é preciso ficar atenta ao controle do peso durante a gestação, com uma alimentação balanceada e saudável.

10. Ficar sem comer aumenta o enjoo.
Verdade. “O jejum aumenta a náusea e nem é preciso estar grávida para que isso aconteça”, ressalta Mariangela Maluf, ginecologista e obstetra do Centro Especializado em Reprodução Humana, de São Paulo.

Chá para grávidas e bebês: pode ou não?

Há sempre muitas restrições alimentares nessas fases da vida. Será que os chás, considerados inocentes, podem ser consumidos por futuras mamães e por crianças pequenas?

Ele é conhecido como um santo remédio natural para diversos males. Todo mundo tem - ou teve - uma avó ou uma tia mais velha que sempre apelava para um chazinho milagroso quando os primeiros sintomas de um resfriado surgiam. Considerado uma verdadeira bênção pelo senso comum, capaz de proezas como acalmar nervosismo ou melhorar mal-estar digestivo, o chá pode não ser tão inofensivo assim em certas fases da vida. Durante a gravidez, é preciso cuidado na escolha da erva. Já para os bebês, o importante é respeitar o período de aleitamento materno exclusivo.
 Plantinhas do bem e ervas do mal
"Muitas pessoas acreditam que tudo que é natural não faz mal, o que é um engano. Existem muitos venenos a base de plantas", diz a mestre e doutora em Ciências Biológicas e Farmacologia Ivani Manzzo, que também é especialista em qualidade de vida para gestantes e diretora da Meta & Soluções Sport Life Coaching, em São Paulo. De acordo com ela, algumas ervas são comprovadamente abortivas e, exatamente por terem essa propriedade perigosa, seus nomes não podem ser divulgados para a população, pois poderia haver uso indevido, com o objetivo de interrupção da gravidez. "O risco mais grave é de aborto, mas também podem causar alergias e tonturas. O conselho, então, é usar apenas chás tradicionais, que sabidamente fazem bem, como erva-doce, camomila e capim-limão", adverte Ivani.
 Grávida, beba com moderação (e atenção)
Uma coisa é certa: quem usa o bom senso não corre nenhum perigo ao tomar seu chazinho durante a gravidez. Pelo contrário, a bebida quente é acolhedora e tomá-la é um jeito gostoso de se sentir revigorada, seja no meio do dia, seja antes de dormir. "De uma maneira geral, os chás são liberados para a gestante", garante João Leandro Matos, ginecologista e obstetra do Hospital Balbino, no Rio de Janeiro. "Porém, há as versões contraindicadas na gravidez, como a de canela, por exemplo, que pode provocar constrição sanguínea e contração dos músculos do útero", alerta o especialista.
 Entre as plantas proibidas para gestantes por oferecerem riscos estão, ainda, segundo o médico, a rosa, a erva-de-bicho, a buchinha do norte e o confrei. Ervas que contêm muita cafeína ou aceleram o metabolismo devem ser evitadas. É o caso dos chás preto, verde, branco e mate. Por outro lado, plantas que comprovadamente não fazem mal, não apenas estão liberadas como podem ser bastante úteis na gravidez. "Os chás de camomila, colônia, erva-doce e valeriana podem ser usados em caso de ansiedade ou de dores leves. A camomila também é indicada contra enjoos e dores estomacais", diz Matos, que lembra que o obstetra sempre deve ser consultado se houver dúvidas ou se o incômodo for persistente.
 Quando dar chá ao bebê
Quando o recém-nascido se contorce de cólicas, que mãe não pensa em acudi-lo com um chazinho de erva-doce? Antes de apelar para a chuquinha com a finalidade de acalmar o berreiro do seu pequenino, converse com o pediatra. "Quando o bebê recebe aleitamento materno exclusivo, recomendado até os 6 meses de idade, nada mais deve ser oferecido a ele. Além disso, não há qualquer comprovação de que os chás diminuem as cólicas", afirma Sylvio Renan Monteiro de Barros, pediatra de São Paulo.
 Os chás, portanto, só deverão entrar em cena no momento em que o cardápio se tornar diversificado por ordem médica. "Quando o bebê recebe leite materno e outros alimentos, como frutas e sopinhas, líquidos devem ser oferecidos, principalmente nos períodos de muito calor ou de tempo seco, para se evitar desidratação", avisa o especialista. Porém, a bebida número 1 dos pequenos deve ser, simplesmente, água pura. Vez ou outra, você pode dar ao seu filho um chá em temperatura ambiente para hidratá-lo. Ofereça-o sem ser adoçado e - atenção! - servido às colheradas (use uma colherinha pequena), para evitar que ele tome gosto pela mamadeira e passe a recusar o peito. A não adição de açúcar protege contra as cáries e os gases, e impede que a criança fique viciada no sabor doce desde muito cedo.
 Os tipos mais indicados
Para os bebês, vale a mesma regra das gestantes: utilizar apenas ervas reconhecidamente seguras, que não causam nenhum efeito colateral. Não dê chás feitos com plantas estimulantes ou ricos em cafeína. Chazinhos leves, como os de hortelã, camomila e erva-doce, são as melhores alternativas. Uma boa ideia, na opinião de Sylvio Barros, é cultivar uma hortinha em casa com algumas dessas ervas e preparar uma infusão mais natural do que a feita com produtos industrializados. Prefira preparar a bebida na hora do consumo, em vez de guardá-la na geladeira. Usando folhas ou sachês prontos, deixe a erva na água quente (com o fogo já apagado e a chaleira tampada), por 3 a 5 minutos. Coe, se for necessário, e deixe esfriar bem antes de dar ao filhote.

domingo, 13 de maio de 2012

Entrevista com a Vanessa

Então meninas, hoje em homenagem ao dias das mães, entrevistei a Vanessa. Ela ainda não é mãe mais o maior sonho dela é ser mãe. Vamos lá para entrevista:

ENTREVISTA 


Como se chama, quantos anos você tem?
Me chamo Vanessa, tenho 18 anos.
Sei que seu desejo é ser mãe. Porque ainda não realizou esse sonho?
Ainda não realizei meu sonho pois meu namorado pensa antes do nosso baby temos que ter nosso cantinho. Mas acabamos sempre deixando pra depois... Eu acho que um baby seria um empurrãozinho. Rs
Seu namorado/marido apoia seu sonho?
Meu namorado apoia. Ama crianças e diz ser o sonho dele também.
E sua família sabe da sua vontade de ser mãe?
Sim, já falei várias vezes. Eu e minha mãe conversamos sempre.
A sociedade ainda tem muito preconceito com as mães adolescente. No seu ponto de vista o que você acha das criticas sobre esse respeito?
Fico super revoltada com a forma de ainda existir preconceitos sobre mães adolescentes. As pessoas sentam o pau como se fosse uma calamidade social, esse julgamento é o cumulo pois mães adolescentes se mostram tão mães como mães mais velhas até mais preocupadas ainda com questão médicas, alimentação, pelo fato de não terem experiência. Idade não tem nada a ver!
Você estuda/faculdade? Se você engravidasse agora como iria fazer pra conciliar a gravidez com os estudos? 
Não estudo, na realidade já cursei o ultimo ano do ensino médio. Mas como não fui aprovada em duas disciplinas, farei prova apenas dessas duas para ser aprovada. Faço curso de cabeleireira, em um més serei uma profissional da área da beleza, formada em cabeleireira. Se eu engravidasse, bom meu curso está acabando. E as provas faria normal sem problemas.
A família do seu marido apoia o desejo de vocês?
Acham que somos muitos jovens para ter filhos.
Quantos anos seu namorado tem?
Tem 20 anos.
Você tem preferência no sexo do bebê? Se sim por que?
Eu não tenho preferência, na realidade já penso em nomes pros dois sexos. Mas tenho quase certeza que terei menino *-* sexto sentindo rs.
E quais são nomes que você já pensou?
Alice ou Miguel, mas meu namorado descorda.
Porque ele discorda? Quais são as preferência de nomes para ele?
Ele não gosta desse nome desses nomes, agente nem tem filho e já briga por isso rs. Ele gosta de Lorenzzo, Geovana e Pietra.
Do que mais você tem medo?
Sei que é um medo bobo mas tenho medo de ficar gorda rs, e isso atrapalha o parto.
Você já pensou de como será sua vida depois de um filho? Principalmente na sua idade?
Já pensei sim, acredito que será muito melhor. Será minha motivação para correr atrás das coisas que eu quero, vou querer da tudo pro meu bebê, vou querer me empenhar ainda mais na vida. Em relação a idade, já tenho 18 anos, trabalho de certa forma sou independente a única coisa é que moro com a minha mãe.
O que você acha das meninas que engravidam e acabam optando por aborto?
Sinceramente, são umas sem noção. Sem amor próprio. Tirar uma vida, um coraçãozinho que está batendo dentro de você. Fico revoltada, camisinha e anticoncepcional é dado no posto de saúde, acho que quem não quer engravida é por puro relaxamento. Agora se "acontece o acidente" como elas dizem, e não querem. Que der para alguém que queira então. Aborto NÃO! Jamais!
Qual conselho você da para as meninas que sonham assim como você em ser mãe?
Bom em primeiro lugar acho que temos que pensar se teremos como sustentar os babys por conta própria e não já ir pensando na ajuda que os pais poderão dá. Gente ninguém viver de ajuda, a menos que os pais sejam rico né. Se é seu sonho e você trabalha, namorado trabalha. Vá em frente com certeza mas pense sempre no depois, no futuro. Os nove meses da gravidez passaram rapidinho. Ah e pense no namorado também, sempre vejam o lado dele, afinal ninguém quer ser largada. Ainda mais grávida.

sábado, 12 de maio de 2012

Ser mãe adolescente

Ser mãe adolescente é superar limites, amadurecer quando ainda é hora de " Ser Criança" amar incondicionalmente alguém muitas vezes nem estava em nossos planos. Ser mãe adolescente é ter a satisfação e o orgulho de enfrentar todos os preconceitos e poder bater no peito e repetir- É meu filho e eu conseguir! Um presente envia pelo meu senhor


Carta de um bebê para sua mamãe adolescente


Habito em ti,no teu corpo,no centro da tua barriga,dentro do teu útero.A água que me envolve é quente,aconchegante, onde durmo a maior parte do tempo.O meu corpo ainda não está totalmente formado, mas já consigo ouvir o doce tom da tua voz.Além de te ouvir, possuo poderes mágicos que me permitem sentir tudo o que sentes.Conheço os teus anseios, as tuas dúvidas, os teus medos...O meu corpo ainda é frágil e necessita de muitos cuidados.Preciso que cuides de ti, que te alimentes bem, que evites fumar, e beber álcool também.Mais importante que isso, preciso que me ames ainda antes de me teres nos teus braços. Gosto quando me fazes festas,e quando me falas com doçura nos teus passeios à beira mar.Temos tantos anos pela frente... Tanta coisa para vivermos juntas, tu e eu...Eu sei o que te vai no coração minha mãe.Sei que apareci inesperadamente, e que não te sentes preparada para cuidar de mim.Mas eu sou um(a) menino(a) guerreiro(a), e serei sempre assim pela vida fora.A força da vida que já me habita, irá vencer todos os obstáculos, porque quero e preciso muito vir a este plano para ser e fazer coisas pela vida,e para a vida.Contigo...Tu ainda não sabes, mas duras provas ainda te aguardam, e eu vim para te ajudar.Com o meu amor, a minha força, e a minha alegria também.Se tu pudesses , tal como eu, vislumbrar um pouco do futuro, irias entender o quanto a minha vinda vai mudar a tua vida, para melhor.Irias ver incrédula, o teu patinho feio transformar-se em cisne. Darei os abraços mais apertados,e os beijos mais gostosos que alguma vez imaginaste receber.Não te preocupes em relação à tua tenra idade, nem à insegurança que tens por não saberes cuidar de um ser tão frágil. A tua mãe vai ajudar-te e tudo se vai resolver.Prepara-te para a minha chegada trazendo felicidade para dentro do teu coração, porque é lá que eu estou, e sempre estarei.Assim que sentires a minha chegada, aceita-a como uma benção.Relaxa o mais que puderes, para não sentires dor.É que o cordão que me liga a ti é tão forte, que se enrolou todo no meu pescoço .Se não tiveres medo, será mais fácil. Poderei respirar melhor, para ir mais depressa para o teu colo, para perto de ti.Quando eu chegar, dá-me as boas-vindas, e alimenta-me com o teu doce leitinho.Conta-me histórias de encantar, canta-me canções de embalar...Por isso te digo que nasci contra tudo e contra todos.Sou determinada, e não perderei a oportunidade de te ter a iluminar a minha vida.Ou não será isso dar à luz? Enquanto estou no teu ventre, somos um(a) só, e apesar de nos irmos afastar muitas vezes por longos períodos de tempo ao longo da vida,nada nem ninguém nos irá tirar a unidade original que formamos.Por isso te digo mãe querida:afasta os temores que te cercam, enxuga as lágrimas que teimam em cair,para que em silêncio te apercebas do milagre que Deus depositou em ti.

Amo-te...



FELIZ DIA DAS MÃES. PRINCIPALMENTE PARA AS MAMÃES ADOLESCENTES.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Como conciliar os estudos com a gravidez


Vou perder o ano ou o semestre porque estou grávida? 

Você pode continuar estudando normalmente durante a gravidez, e, a partir do oitavo mês, terá direito, por lei, a quatro meses de licença-maternidade. Nesses quatro meses, você não precisará ir à escola ou faculdade, e pode fazer os trabalhos e as provas em casa. 

A lei que garante esse direito é a 6.202. É bom conversar na secretaria da escola ou da faculdade antes para saber como será o esquema, e exigir o direito. Você precisará apresentar atestado médico. 

Os quatro meses de afastamento podem ser estendidos no caso de você precisar ficar de repouso, por exemplo. Mas, segundo Neide de Aquino Noffs, coordenadora do curso de psicopedagogia da PUC-SP, na faculdade as alunas costumam frequentar as aulas sem problemas até o finalzinho da gravidez. 

Estudo em faculdade particular. Vou precisar continuar pagando a mensalidade? 

Se você tirar a licença-maternidade de quatro meses e fizer os trabalhos e provas em casa, continuará pagando normalmente a mensalidade. É como se você estivesse indo às aulas. 

Para quem está na faculdade, existe também a opção de trancar a matrícula. Aí você não vai precisar pagar a mensalidade, mas por outro lado vai ficar realmente afastada do curso, e a formatura vai atrasar. Você decide a duração do afastamento -- pode ser um semestre, dois ou mais. Só que o risco de acabar desistindo de voltar é maior, e isso não é legal para o seu futuro. 

Caso você tranque no meio do semestre, quando voltar terá de cursar (e pagar) aquele semestre desde o começo. 

O que vale mais a pena no ensino superior, tirar licença ou trancar? 

"Dependendo do tipo de curso e da época do ano, às vezes vale mais a pena trancar a matrícula", explica a professora Neide Noffs. 

É uma decisão que depende muito do caso específico. Preparamos uma pequena lista para ajudá-la a pensar nos fatores: 

Pode valer mais a pena sair de licença quando: 
- A universidade ou escola são gratuitas 
- O curso é mais abstrato e dá para aprender o conteúdo por conta própria, com leituras, por exemplo 
- O bebê vai nascer perto do final do semestre, incluindo o período de férias, e aí você não perde tantas aulas (se o bebê nascer em novembro, por exemplo, você pode tirar os meses de novembro, dezembro, janeiro e fevereiro) 
- Você tem uma boa infra-estrutura em casa para ajudar a tomar conta do bebê na volta às aulas 
- Você está no finalzinho do curso: é melhor terminar logo de uma vez 
- Você sente que, se trancar a matrícula, corre o risco de não voltar mais a estudar 
- Você está tendo uma gravidez tranquila e se sentindo bem 

Pode valer mais a pena trancar a matrícula quando: 
- A mensalidade é muito alta e o curso é de especialização, por exemplo. Com a licença, você continuaria pagando as mensalidades mesmo sem frequentar as aulas 
- O conteúdo é muito difícil e exige a presença na sala de aula 
- O curso é mais prático que teórico 
- O bebê vai nascer bem no começo do semestre (por exemplo em março: você vai ficar todo o primeiro semestre afastada) 
- O mais legal do curso é o professor 
- Você não faz a menor ideia de quem vai ficar com o bebê na sua volta aos estudos
- Você não se incomoda de atrasar um pouco sua formatura 
- Sua gravidez está complicada e você está se sentindo muito mal 

Se você acabou não fazendo nenhuma das duas coisas e simplesmente deixou de frequentar as aulas, sempre é tempo de conversar na administração da escola ou da faculdade, para achar a melhor solução. 

Vou conseguir levar as duas coisas? 

Com ajuda e paciência, você tem tudo para conseguir estudar e cuidar da gravidez até ter o seu bebê. 

Para quem está na escola, é preciso prestar bastante atenção na alimentação e fazer o pré-natal desde o começo. Pode ser que você precise faltar às aulas de vez em quanto por conta do mal-estar e do cansaço, mas, com a ajuda dos amigos e dos professores, dá para acompanhar o que perdeu. 

Quando isso acontecer, pense que o dia seguinte será melhor. Os níveis de energia variam muito na gravidez, assim como o seu estado de espírito, por isso não tome nenhuma decisão sem pensar muito bem. 

A professora Neide Noffs dá alguns conselhos: 

• Antes de tomar a decisão de tirar a licença ou trancar a matrícula, converse com um orientador pedagógico da instituição onde você estuda. Essa pessoa tem experiência no assunto e pode ajudá-la a escolher a melhor opção. Faça isso também se estiver com dificuldade de acompanhar as aulas. 

• Vá conversando com os professores antes da licença, para que eles já pensem num esquema para ajudar você. Eles podem antecipar provas e trabalhos, por exemplo, e fechar sua nota antes da do resto da classe. 

• Peça a uma amiga ou amigo de sala para servir como "ponte" entre você e a escola ou faculdade. Essa pessoa pode ir dando notícias suas para colegas e professores, além de levar e trazer trabalhos e avaliações. Melhor ainda, se for uma amigona mesmo, estudar um pouco com você e transmitir o conteúdo das aulas. 

• Programe-se para, no primeiro mês com o bebê, pensar o mínimo possível nos estudos e se dedicar a aprender a função de mãe. "Dê um tempo para seu organismo se recuperar, seu lado emocional também", diz a professora. 

• Ao mesmo tempo, não se afaste totalmente do mundo escolar ou universitário, mesmo durante a licença ou trancamento. Telefone para amigos para saber como estão as coisas, avise quando o bebê nascer e o leve um dia à aula para mostrar aos colegas e professores. 

Mantendo esse vínculo, você não fica tão isolada num mundo de fraldas (e combate o estresse tão comum no pós-parto), e perde aquela sensação de que não vai conseguir acompanhar a classe quando voltar. 

Algumas escolas e faculdades têm certa infra-estrutura para alunas com bebês -- creche, lugar para amamentar. Informe-se direitinho antes de o bebê nascer para já pensar num jeito de conciliar o estudo e a amamentação. Você e o pai do bebê também podem alterar seus horários, assim enquanto um estuda ou trabalha de dia, o outro fica com o bebê, e o contrário à noite. 

Não tenho energia, só durmo nas aulas 

O sono é marca registrada da gravidez, principalmente no começo e no final, e dificulta bastante a vida de quem estuda (mais ainda de quem estuda E trabalha!). 

Quando a coisa estiver muito difícil, tente aproveitar um intervalo entre as aulas para encostar a cabeça e fechar os olhos, nem que seja só por 15 minutos. 

Esse é um dos motivos para explicar por que é bom que os coordenadores da escola ou faculdade saibam que você está grávida. Desse jeito, há mais chance de os professores entenderem sua necessidade de dormir, e talvez vocês possam chegar a alguma alternativa que funcione melhor (mudar o horário da aula, fazer o trabalho em casa etc.). 

Por falar em trabalhos, faça de tudo para evitar que eles se acumulem ou fiquem para a última hora (nunca se sabe como você vai estar se sentindo naquele último dia antes do prazo). O que você pode fazer é sempre se mostrar interessada nas aulas, o que pode colaborar para a boa vontade dos professores. 

A atividade física até ajuda a melhorar seus níveis de energia. Por isso você não precisa ser dispensada das aulas de educação física: basta adaptar algumas atividades que possam ser mais perigosas. 

Lembre-se também de comer bem. Às vezes a anemia pode estar roubando o que resta das suas forças. Só não adianta se entupir de café e refrigerante, porque aí não vai ser legal nem para você nem para o bebê. 

Não tenho cabeça para estudar, só penso no bebê 

É absolutamente normal que isso aconteça. A chegada de um bebê não é coisa pouca. Mas pense que isso também acontece com quem trabalha: muitas vezes fica difícil se concentrar, e é melhor ficar sonhando com o nome, com o quartinho, com a carinha que ele vai ter... Ou então quebrando a cabeça com as complicações: onde morar, casar ou não, como pagar tanta coisa... 

Todo mundo passa por isso, e as mulheres que trabalham acabam tendo que segurar a barra das duas coisas. Faça o máximo para conseguir a mesma coisa. Pode parecer uma frase absurda, mas a obstetra Isabel Pinhal, da Maternidade-Escola da UFRJ, diz com todas as letras: "Filho não é projeto de vida." 

Neste momento, você só consegue pensar no bebê, mas o tempo vai passar e daqui a 20 anos ele estará na faculdade, talvez tão independente quanto você é hoje, e você ainda terá muita coisa para fazer da vida. Invista agora na sua formação e no seu futuro, para não ter de começar do zero lá para a frente. Com 40 e poucos anos, você estará cheia de energia, mas pode ser bem mais complicado para mudar de carreira ou iniciar uma nova atividade profissional, além da de mãe.

Fonte: Babycenter Brasil