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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Por que a Funchicórea foi proibida?


Muito utilizado para combater as cólicas em bebês, o medicamento teve registro cancelado pela ANVISA.

Existem aquelas receitinhas que passam de geração para geração e que nossas mamães sempre empregam como argumento o “usa que minha avó já receitava e dava certo”. A funchicórea é uma dessas receitas para libertar os bebês das cólicas que assombram a maioria das mamães. Mas seu registro foi cancelado pela Vigilância Sanitária.
O “pó milagroso” tem na sua fórmula folhas de chicórea, raiz de ruibarbo e flores de funcho. Tem também a sacarina, que causa o sabor adocicado ao remédio. O pó deveria ser dissolvido em água e o bebê sugar a chupeta mergulhada nessa água.
O motivo da proibição da venda da funchicórea dado pela ANVISA é a falta de comprovação da segurança e eficácia do medicamento para os fins relatados no rótulo – combater as cólicas nos primeiros meses de vida. O processo de cancelamento estava em andamento desde 2005 e teve a decisão final em 06 de fevereiro de 2012.
O medicamento é usado há mais de 70 anos, mas não existe nenhum estudo científico que comprove a eficácia da funchicórea contra as cólicas. Diretores do Laboratório que era autorizado pela venda da funchicórea dizem que novos estudos devem ser feitos, pois em pesquisas feitas pelo próprio laboratório indicam que o extrato da planta não é eficaz contra as cólicas. O laboratório continuará com os estudos para a recuperação da autorização da venda.
Se não há comprovação da eficácia da funchicórea, muitos pais se perguntam como é que o remédio diminuía as cólicas em muitos casos e por isso era sucesso entre as mamães há mais de 72 anos?
O que os médicos afirmam é que funcionava como um “remédio psicológico aos pais”. Explica-se: a família oferecia o remédio para a criança com cólica e ficava tranquila, pois havia a sensação de que algo já tinha sido feito. O sabor adocicado tirava a atenção do bebê da dor para o gosto prazeroso do doce e assim o bebê se acalmava momentaneamente.
A cólica nos três primeiros meses de vida do bebê é normal por causa da imaturidade do sistema digestivo e assim há dificuldade em digerir alguns componentes do leite levando à dor. Não há nenhum medicamento comprovado cientificamente que combata essas cólicas.
Algumas dicas podem ser levadas para evitar as cólicas. Leite materno é sempre a melhor pedida, pois a sua digestão é mais fácil. A amamentação deve ser exclusiva até os seis meses de vida sem a inclusão de água ou chás que também não resolvem as cólicas.
Não há nada provado que a alimentação materna interfira nas cólicas do bebê. A mamãe não deve restringir a sua alimentação por conta disso. As mamães devem ficar preocupadas e procurarem um médico quando o choro das cólicas vier acompanhado por febre, evacuação com sangue e diarreia.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Sangramentos na gestação


Na verdade, existem diferentes motivos para ocorrer sangramentos durante a gravidez, alguns graves e outros relativamente comuns. Se notar sangue na calcinha, mesmo que o fluxo de sangue seja pequeno e que não haja dor, a mulher deve consultar seu médico ginecologista para fazer exames e avaliar seu estado e do bebê o mais depressa possível. Quando o sangramento ocorre no primeiro trimestre da gestação, geralmente, está relacionado com mudanças que acontecem no corpo da mulher. Ele pode ocorrer devido às alterações hormonais ou quando óvulo fecundado se acomoda no útero, rompendo alguns vasos sanguíneos. Outra hipótese é que a mulher sangre nos dias em que viria a sua menstruação caso não estivesse grávida. Nesses casos, o sangramento é pequeno e nem causa danos à mamãe ou ao bebê. Quando o sangramento é mais abundante ou vem acompanhado de fortes cólicas abdominais, pode ser um sinal de aborto espontâneo ou de gravidez ectópica, quando o embrião cresce nas trompas ao invés do útero. Nesse caso, a situação é mais preocupante e a gestante deve procurar imediatamente seu médico para que ele controle a situação. Já no final da gestação, a partir do terceiro trimestre, o sangramento vaginal pode ser sinal de um parto prematuro. Geralmente, quando isso ocorre, o médico indica que a gestante fique em repouso ou adiante a data do parto, dependendo da situação da mãe e do bebê. Para evitar sangramentos, a gestante deve evitar grandes esforços e fazer atividades físicas apenas com a orientação do médico ginecologista. É imprescindível também realizar um bom pré-natal para acompanhar sua saúde e do bebê durante todo o período.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cólicas são normais na gravidez?


Especialistas esclarecem quando é normal ou não sentir cólica, principalmente no início da gestação
1. É comum a grávida sentir cólicas?
Segundo os médicos, dores uterinas durante a gestação são relativamente comuns e normais desde que não sejam muito frequentes e intensas. Já se as cólicas se tornam corriqueiras e fortes, é importante relatar o fato ao obstetra que faz o acompanhamento pré-natal. O primeiro e o terceiro trimestre da gravidez são a época mais sujeita a cólicas.
 2. Por que elas acontecem?
Por diversas razões. “Se for a primeira gravidez, as cólicas podem acontecer pelo próprio crescimento uterino. Caso a mulher tenha uma cirurgia anterior, ela terá aderências que também vão causar dores à medida que a gravidez evolui”, esclarece João Leandro Costa de Matos, coordenador de obstetrícia do Hospital Balbino, do Rio de Janeiro. Existem ainda, segundo o médico, gestantes que sentem dor nos últimos meses devido à movimentação do feto. Essas situações estão dentro da normalidade.
 3. Posso estar com outro problema?
Na gravidez, corrimento e infecção urinária podem estar relacionados a cólicas. “O corrimento vaginal contém bactérias que podem causar tanto a infecção urinária como a contaminação do útero e das trompas”, alerta Aléssio Calil Mathias, ginecologista, obstetra, pesquisador e diretor da Genics Medicina Reprodutiva e Genômica, de São Paulo. Ele explica que também é possível que as dores na bexiga, devido à infecção, sejam confundidas com cólicas uterinas. “Para ter um diagnóstico diferencial, solicitamos o exame de urina I a fim de verificar infecções e possíveis cálculos de vias urinárias”, diz Mathias.
 4. Quando o embrião se fixa no útero, pode doer?
Geralmente, não. O processo de nidação do ovo – termo médico para o momento em que o embrião gruda na parede uterina – se dá alguns dias depois da fecundação. Na maioria das vezes, quando isso acontece, a mulher ainda não sabe que está grávida, mas pode sentir um leve desconforto. Entretanto, o sintoma mais comum da nidação é um pequeno sangramento.
 5. A cólica pode ser um indício de aborto?
Embora nem toda cólica de gravidez seja sinal de algum problema sério, há casos em que as dores se relacionam, sim, com o aborto. “As cólicas que tendem a piorar e as que são acompanhadas de sangramentos são as que normalmente se relacionam com abortamentos”, avisa o obstetra Aléssio Mathias. Se a gestação estiver adiantada, as dores também podem ser um prenúncio de parto prematuro. O melhor é entrar em contato com o médico que faz o pré-natal o quanto antes.
 6. Existe algo que se possa fazer para aliviar as cólicas?
Sim, mas apenas o médico pode determinar o melhor tratamento. “Se elas forem fortes, o obstetra irá verificar se há algum fator predisponente para essas cólicas. Eles, então, serão identificados e tratados”, diz o médico João Matos. Talvez, sejam necessários alguns cuidados adicionais. “Além dos medicamentos, repouso, abstinência sexual e realização de exames para descartar infecções urinárias e intestinais são condutas normalmente adotadas”, complementa o obstetra Aléssio Mathias.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Como livrar meu filho das cólicas?


As mamães ficam desesperadas quando seus bebês choram compulsivamente e não há nada que os faça acalmar. Não é fome, pois ele mamou quase agora e não aceita o peito, nem fralda suja, já que acabou de tomar banho. Mamãe, isso pode ser cólica, algo normal e esperado.
As cólicas são comuns em bebês desde o nascimento, principalmente depois dos 15 dias, seguindo até os três meses de vida, normalmente ocorrem no mesmo horário. Raramente acontece em bebês com mais de seis meses de idade.
É uma sensação nova para o bebê e dói muito. O choro de cólica é estridente. Observe as seguintes características: o bebê fica inquieto, com rosto vermelho, fazendo caretas, se contorce e encolhe as perninhas até a barriguinha.
A cólica acontece por imaturidade do sistema digestivo do bebê. Essa imaturidade faz com que as paredes intestinais se contraiam e relaxem sem controle e isso pode resultar em gases e levar à cólica.
Causas - Outro motivo seria que agora o intestino está recebendo alimento e a digestão acelera seu funcionamento, provocando as cólicas. O movimento do intestino também precisa de um tempo para amadurecer e se coordenar.
O intestino do bebê é preparado para receber só o leite materno até os seis meses de vida. Esse leite pode acarretar em cólicas porque faz o intestino do bebê funcionar para digeri-lo.
Se o bebê receber outro tipo de alimentação nesse período, as cólicas podem ser piores, pois a digestão é mais difícil e requer maior trabalho do intestino. A fermentação do leite e de outros alimentos causa gases e é outro fator de cólicas.
A tensão ou o estresse do ambiente pode deixar o bebê tenso e agitado, acentuando a cólica. Pode verificar que as cólicas geralmente ocorrem ao fim do dia quando todos estão mais cansados. Se a mamãe fica nervosa, o bebê sente essa ansiedade e insegurança, por isso a mamãe tem que tentar ficar o mais tranqüila possível e passar segurança para o seu bebê com muito amor e carinho.
Recadinhos importantes - O bebê pode engolir ar quando amamenta ou se alimenta. Engolir ar aumenta as dores por gases. Uma dor por gases pode ser a pior dor que seu pequeno já sentiu, por isso o choro que não cessa por nada. É importante colocar o bebê bem inclinado para se alimentar, arrotar após as mamadas e colocá-lo para dormir de lado.
Além da posição para alimentação e colocar o bebê para arrotar, há outras maneiras de prevenir a cólica. Fazer compressas mornas na barriga do bebê como colocar uma fralda aquecida ou bolsa com água morna (verifique a temperatura para não causar queimaduras), fazer ginástica com as perninhas do bebê como se ele estivesse "pedalando" e massagear a barriga do bebê com as mãos aquecidas com movimentos circulares durante 2 minutos, todos de 4 a 5 vezes por dia ajudam o bebê a não ter cólicas ou aliviar a dor na hora das crises.
Para evitar o estresse, procure manter o ambiente calmo e quieto enquanto alimenta o bebê ou nos horários mais freqüentes da cólica e descubra formas de confortá-lo, cada bebê se sente seguro e amado do seu jeito.
Não é cientificamente provado que a alimentação da mamãe pode dar cólica no bebê que amamenta. Mas há muitos relatos de mães sobre isso. Fique atenta se perceber que quando come algum tipo de alimento seu bebê tem cólica. Evite esse alimento pelo menos até os três meses de vida do seu bebê. Os agressores mais comuns são laticínios, chocolate, cafeína, melão, pepino, pimentão, frutas e sucos cítricos e alimentos condimentados.
Na hora da crise o calor ajuda na liberação dos gases que provocam a cólica. Colocar o bebê barriga com barriga com você com as perninhas encolhidas, de barriga no seu antebraço, uma bolsa térmica com água morna na barriga do pequeno ou massagear a barriguinha ajudam na eliminação da dor.
Como os homens têm a temperatura do corpo um pouco mais elevada que as mulheres pode ser que as cólicas se resolvam mais rápido quando o bebê é colocado na barriga ou no antebraço do papai ou quando é o papai que faz as massagens.
Nada de chá - Não faça uso de chás para resolver o problema. O chá pode provocar ainda mais cólica já que o intestino do bebê ainda está imaturo. Ou o chá simplesmente por ter um efeito calmante faz seu bebê dormir, mas não resolve a cólica. Só use remédios com prescrição médica.

Fonte: Guia do Bebê