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domingo, 3 de junho de 2012

Parto público e privado - Parto


O parto na rede pública, e privada com e sem plano de saúde
Os procedimentos, condutas hospitalares e direitos da mulher em relação ao parto não se diferem nos hospitais públicos, privados ou com plano de saúde. A diferença está no poder aquisitivo e nos tipos de parto realizados.
As maternidades privadas estão ficando cada vez mais parecidas com hotéis de luxo. Enquanto isso, é cada vez mais comum verificar na rede pública desde a falta de leitos, mulheres em peregrinação por vários hospitais para encontrar uma vaga, falta de recursos humanos, tratamentos absolutamente desumanos e sem qualquer estrutura para atender uma parturiente até maternidades modelo com programas premiados de humanização do parto.
Esse é apenas um dos reflexos da desigualdade social que impera no país, fazendo do Brasil o segundo país do mundo com maior diferença de renda.
Cesariana em alta nas privadas - Mas é no tipo de parto realizado por essas maternidades que está a grande diferença. Na rede privada, a taxa de parto cesárea chega a quase 80%. Os índices mais altos estão na rede privada com plano de saúde.
Já nos hospitais e maternidades da rede pública, as taxas de cesariana caem para 27.5%. Esses dados são apontados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão governamental que regula a ação das operadoras de planos no País.
Pela Organização Mundial da Saúde, a recomendação é de que as cesarianas representem 15% dos partos. Mesmo nos hospitais públicos, o Brasil tem um índice muito alto de partos cesáreas. Isso mostra o quanto o país ainda está distante de oferecer uma assistência de qualidade à mulher.
Se o cálculo da idade gestacional do bebê for malfeito, o parto cesárea será feito antes da hora e o bebê nascerá prematuro, podendo trazer complicações no pós-parto como distúrbios respiratórios. Bebês de 37 a 38 semanas têm 120 vezes mais chances de apresentar a síndrome da angústia respiratória do que aqueles de 39 semanas. No parto normal, você tem certeza que ele está nascendo na época adequada.
O risco de morte materna em partos cesárea aumenta em 2,8 vezes em relação ao parto normal. A mãe também pode sofrer hemorragia e infecção puerperal. Sua recuperação é mais demorada do que no parto normal e sua estadia no hospital é maior.
O parto cesárea só deve ser realizado em situação de risco para a mãe ou para o feto ou se o trabalho de parto se estender excessivamente.
Opção pela cesariana - Os motivos para o elevado índice do parto cesárea são por comodidade da mãe e do médico que controlam a situação do parto, marcando dia e horário para o nascimento, diferentemente do parto normal, em que a natureza determina o dia e horário.
Outro motivo é o financeiro. Muitas instituições privadas têm como objetivo o lucro em detrimento de assistência e, portanto, o parto cesárea é mais lucrativo.
Já os médicos no Brasil geralmente são mal-remunerados, principalmente os que são conveniados com os planos de saúde, e por isso precisam trabalha em mais de um lugar. Por prestarem serviços em vários lugares, não têm tempo de ficar monitorando as parturientes nas seis ou mais horas de trabalho de parto de um parto normal.
O pagamento pelos convênios ou mesmo pelos pacientes particulares é maior com o parto cesárea e além de tudo é mais rápido. Assim o médico faz mais partos com maior lucratividade. Isso já não acontece na rede pública, onde o valor do pagamento pelos partos é o mesmo para normal e para a cesariana.
Além da comodidade, as mulheres preferem o parto cesárea por medo da dor do parto e os médicos cedem a pressão. Um bom pré-natal esclarecendo todas as dúvidas e mitos, inseguranças e medo da hora do parto com um obstetra que apóie o parto normal dará tranqüilidade e segurança para a mulher na hora de dar à luz e isto por si só já ameniza a dor.
Mas se a dor do parto normal for insuportável, a parturiente pode pedir a anestesia peridural onde as contrações continuarão, mas a dor não será mais sentida.
Como a necessidade de economia na rede pública é grande, a tendência é não abusar da tecnologia. Essa economia traz vantagens para a mãe e o bebê onde é a natureza que tem o controle do parto e o médico está presente para acompanhamento e intervenção só se for preciso. Mas a principal razão da queda no número de cesáreas foi as medidas tomadas pelo Ministério da Saúde para incentivar a realização de partos normais.
Os planos de saúde poderiam ajudar a reverter os altos índices de cesarianas oferecendo mais estímulo ao médico tanto do ponto de vista financeiro, pagando melhor o parto normal, como no aspecto de humanização do parto.
Cabe ao médico indicar o tipo de parto mais adequado para cada mulher e a gestante deve aceitar ou de questionar a escolha. Mas se a gestante pode ter o seu filho de parto normal e o médico indica a cesárea, há um desrespeito ao direito da mulher.

sábado, 26 de maio de 2012

Quarentena: mitos e verdades


Quarentena ou resguardo são nomes populares para designar o puerpério, etapa da vida da mamãe que começa depois do nascimento do bebê. Além dos cuidados com o novo membro da família, a mamãe precisa também cuidar da sua recuperação pós-gestação e pós-parto.
Existem verdades e mentiras em torno dessa fase. O ideal é procurar o seu médico obstetra e ter uma boa conversa para que todas as dúvidas sejam esclarecidas.
O puerpério pode ocorrer até a sexta ou oitava semana pós-parto, período onde os órgãos reprodutivos voltam totalmente ao seu estado normal, como o útero, que durante a gestação cresce 50 vezes o seu tamanho e precisa desse tempo para se recuperar.
A região onde a placenta se encontrava ficam pequenas feridas que se cicatrizam durante o puerpério. Se esse período não for respeitado, as feridas não cicatrizam e a mulher corre o risco de ter uma infecção. Febre é um sintoma de infecção. Se isso ocorrer, vá imediatamente ao médico, recomendação feita também caso o sangramento normal após o parto não diminuir até o 40º dia.
Vida de mamãe não é fácil - A episiotomia (corte entre o ânus e a vagina para facilitar a passagem do bebê) pode ser necessária durante o parto normal. São dados alguns pontinhos, portanto, a região pode ficar inchada e dolorida. Para aliviar o inchaço, é aconselhável colocar uma bolsa de gelo.
Se a dor aparecer na hora de ir ao banheiro, o médico pode indicar laxantes para facilitar as primeiras evacuações. Lembre-se, mamãe: a realização da higiene é mais do que necessária, fazendo um banho de assento com produtos recomendados pelo médico.
As atividades do dia-a-dia devem ser retomadas aos poucos; a mamãe precisa descansar. Dormir é essencial para evitar cansaço e irritação. Isso não quer dizer que necessite ficar deitada a quarentena inteira. Os exercícios que a mulher faz para sentar, levantar e andar estimulam a musculatura abdominal a voltar ao normal – depois de 15 dias a musculatura já recupera 70% da sua forma anterior.
Carregar peso, como o filhote mais velho, deve ser evitado pelo menos nos primeiros 30 dias.
Verdade ou mentira? - Dois mitos muito difundidos são que nesse período não há chances de engravidar e que não se deve lavar a cabeça. Quanta mentira. Embora a possibilidade engravidar possa estar reduzida por causa da amamentação, o risco existe, sim, e por isso a prevenção é necessária. E já no primeiro dia a mamãe pode lavar a cabeça.
Mais uma verdade: o cabelo cai devido à alteração da taxa de alguns hormônios da mulher nessa fase. Fique tranqüila, é algo passageiro. Respeitando as transformações do seu corpo, o puerpério passará sem maiores transtornos e preocupações. E pensar que o papai não sofre nada disso. Pode?
Cuidados - A dor é o termômetro do esforço da mamãe. É a própria mulher quem vai impor o limite na sua vida diária. Normalmente, em 45 dias a mulher já faz os serviços de casa sem dificuldade. Exercícios físicos são proibidos. Nadar e caminhadas somente depois de 45 dias. Ginástica e corrida depois de dois meses e para os esportes coletivos deve-se esperar três meses.
O ato de dirigir um carro, pisando nos pedais, requer o trabalho da musculatura abdominal e do períneo (região entre o ânus e a vagina), prejudicando a cicatrização, e isso impede a mulher de dirigir no primeiro mês pós-parto.
Outro impedimento no primeiro mês é o sexo. Os vasos do útero onde antes ficava a placenta estão abertos, como já comentado, e há risco de contaminação e infecção. O atrito do pênis durante a penetração também causa dor. O sexo deve começar devagar e gradualmente.
Dicas
Realize uma alimentação rica em fibras e líquidos para estimular o intestino e evitar gases.
O motivo dos seios racharem e ficarem muito doloridos pode ser a pega errada do bebê. Peça orientação.
Ficar triste e cansada é normal, mas se isso interferir no seu dia-a-dia e nos cuidados com o bebê, informe ao seu médico.

terça-feira, 22 de maio de 2012

O que levar para a maternidade?


O que deve ser levado ao Hospital no momento da internação?
A sacola da mamãe e do bebê devem ser preparadas desde o 7º mês de gestação
Sacola da mamãe
01 - pacote de absorvente próprio para o pós-parto
01 - chinelo de quarto
03 - jogos de camisolas que sejam de fácil manejo para a mamentação
06 - calcinhas de tamanho maior do que usava antes de engravidar
01 - cinta pós-parto
01 - roupa para o dia de alta
02 - sutiãs de amamentação
- protetores de seios
- máquina fotográfica (checar baterias e levar carregador)
- filmadora (checar baterias e levar carregador)
- produtos de higiene íntima: escova de dentes, escova de cabelos, shampoo, sabonete, creme dental, toalhas...
Sacola do bebê
01 - creme para prevenção de assaduras
01 - pacote de fralda descartável (tamanho recém-nascido)
03 - conjunto pagão com calça
03 - conjunto de lã de acordo com o clima
03 - macacão de recém-nascido
02 - lençol de bercinho
01 - manta (de acordo com a estação)
06 - fraldas de pano (brancas, sem pintura)
01 - escovinha macia para cabelos
02 - sapatinhos e luvas de lã (no frio)
- lembrancinhas
- enfeite de porta
Esta é a lista mínima, fica a critério de cada um o que desejar levar a mais.
- RG da paciente 
- Carteira de convênio (caso tenha convênio, o Hospital exige na internação)
- CIC e RG do marido (ou acompanhante)
- Guia de internação (informe-se junto ao seu convênio se pode ser fornecida antes do parto, pois facilita muito no momento de internar).
OBS.: Parto é sempre urgência. Caso você se apavore, já saiu de casa e depois viu que esqueceu tudo, relaxe. Vá em frente. Leve sua esposa até o hospital e converse com a recepção. Enquanto ela está sendo atendida e você está assinando uma nota promissória, por exemplo, e um pouco mais tranqüilo, você volta e busca o que esqueceu.

O que são Doulas?


Antes de a mãe ficar por dentro das características da “companheira” Doula, vamos saber o significa o termo “doulas”. A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Explicado?
Nos dias de hoje essa palavra serve para denominar as acompanhantes de parto que oferecem suporte afetivo, físico, emocional e de conhecimento para as mulheres. Esse suporte pode ser dado antes, durante e depois do parto.
Antigamente os partos eram realizados pelas parteiras que cuidavam da mulher em todos os aspectos. Hoje os partos são feitos em hospitais com uma equipe especializada. Obstetras que têm a função de fazer o parto, pediatra para avaliar a saúde do bebê, a enfermeira e auxiliares que devem auxiliar os médicos para que nada falte e atender as outras mulheres também. E quem oferece assistência à mulher que está dando à luz?
Esse é o papel da Doula, atender as necessidades da mulher. O ambiente hospitalar e as pessoas desconhecidas geram na mulher medo, dor e ansiedade na hora do parto. A Doula então oferece todo apoio afetivo e emocional para que a mulher sinta-se segura e tranqüila para um dos grandes momentos da sua vida: o nascimento do seu filho.
A Doula antes do parto ajuda a mulher e o seu companheiro a refletirem e escolherem suas opções para o parto, explicando os diferentes tipos, as vantagens e desvantagens de cada um, as intervenções que podem ser realizadas e prepara a mulher para quando chegar a hora do parto.
Durante o trabalho de parto, a Doula serve como uma ponte entre os complicados termos médicos e a parturiente, oferece massagens, ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens e relaxamento.
A Doula não substitui o acompanhante. Ela também dá suporte e orienta o acompanhante a oferecer apoio e conforto à mulher, mostrando como ser útil e não ficar perdido na assistência a mulher, o que normalmente ocorre.
No parto cesárea, a Doula também se faz importante, pois continua dando apoio, conforto e ajudando a mulher a relaxar durante a cirurgia. Depois do parto, a Doula oferece assistência e apoio em relação aos cuidados pós parto, à amamentação e cuidados com o bebê.
Não é função da Doula realizar qualquer procedimento médico, como fazer exames, aferir pressão ou administrar medicamentos e cuidar da saúde do bebê. Ela oferece segurança, tranqüilidade e conhecimento para um parto seguro e não substitui nenhum profissional envolvido na assistência ao parto.
Pesquisas mostram que o parto em que uma Doula está presente tende a ser mais rápido e necessitar de menos intervenções médicas. Algumas vantagens em se ter uma Doula na hora do parto:
· Diminui o uso do fórceps em 40%
· Diminui a incidência de infecção
· Diminui insegurança da mãe, ocasionando um maior autocontrole e menos dor
· Reduz do risco da depressão pós-parto
· Sucesso na amamentação
· Maior auto estima da mamãe
· Maior satisfação com relação ao parto
· Alta mais rápida do bebê
· Poucas admissões nos berçários de cuidados especiais (UTI neonatal)
· Diminui as taxas de cesárea em 50%
· Diminui a duração do trabalho de parto em 20%
· Diminui o uso da Ocitocina (indução de parto) em 40%
· Diminui os pedidos de anestesia em 60%
· Diminui o tempo de internação, possibilitando uma maior rotatividade de leitos.
· Economia quanto ao uso de medicamentos (ocitocina, anestésicos, etc).

sábado, 19 de maio de 2012

Nasceu o bebê: o que acontece?


Meu bebê nasceu
Logo que o bebê nasce, o obstetra entrega-o para o pediatra que aspira as secreções da boca e narinas, limpando a passagem de ar para que possa respirar sozinho pela primeira vez.
Depois é feita a ligadura do coto umbilical e, no primeiro minuto de vida, o Teste de Apgar, repetido no quinto minuto e até no décimo de acordo com a necessidade do bebê. Serve para avaliar as condições de vitalidade através dos batimentos cardíacos, reflexos, tônus muscular, cor da pele e respiração.
Dependendo do hospital, o bebê pode ser levado à mamãe para mamar ou para outra sala onde será pesado e medido. A amamentação na sala de parto acelera a saída da placenta e aumenta o vínculo mãe e filho. Se preciso, ficar em observação, tendo o bebê deitado no berçário.
Depois da amamentação na sala de parto, enquanto a mamãe se recupera, é hora da enfermeira dar banho e de medir o peso, altura, tamanho do tórax, crânio do bebê e ainda ele recebe uma dose de vitamina K para prevenir a doença hemorrágica do recém-nascido.
Depois o bebê vai para o berço aquecido para observação por meia hora. O pediatra avalia novamente e a enfermeira veste e coloca a pulseirinha de identificação. O bebê então é levado para o berçário ou o alojamento conjunto junto com a mamãe, dependendo dos critérios do hospital e da própria escolha da mãe.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Chegou a hora de nascer?



Um enorme ponto de interrogação invade a cabeça da mamãe momentos antes de o nenê surgir definitivamente ao mundo.
A razão é simples: a insegurança de saber quando realmente chegou a hora de ter o bebê em seus braços é imensa, principalmente com as mamães de primeira viagem. Como saber se as contrações que sente são verdadeiras?
O corpo da mamãe se prepara para o parto algumas semanas antes do dia previsto para o nascimento do bebê. Aparecem algumas contrações consideradas falsas,chamadas de contrações Braxton Hicks. São indolores, irregulares e não mais que quatro contrações por hora durante o descanso. Fique atenta se esse número for maior, pois pode ser o indício de trabalho de parto prematuro.
Alguns sintomas podem aparecer para avisar que a hora do trabalho de parto está chegando. O bebê se posiciona mais para baixo, o que dá uma sensação de compressão no baixo ventre que pode ser acompanhada de uma dor lombar e perdas vaginais mais intensas. O abdome endurece.
O tampão mucoso que bloqueia o colo do útero sairá da vagina (parece uma geléia rosada) e isso pode acontecer até 72 horas antes do começo do trabalho de parto. É a dilatação do útero que se inicia.
As contrações geralmente começam depois do rompimento da bolsa de água. Quando a bolsa estourar, ligue imediatamente para o seu médico ou parteira que geralmente te orientará ir para a maternidade.
Novatas - Em uma mulher primípara (que terá seu primeiro filho), o trabalho de parto dura em média de 12 a 14 horas. Para as mamães que já tiveram filho, o tempo médio é de 6 a 8 horas de duração.
No início do trabalho de parto, as contrações aparecem regulares com intervalos de cinco a dez minutos. Ao final, a mamãe deve senti-las a cada dois ou três minutos com duração de 30 a 45 segundos. Como uma onda, crescem aos poucos, atingem um ponto máximo e depois começam a diminuir.
O papel das contrações é o de abrir o colo do útero em 10cm ou mais para que forme um canal permitindo a passagem do bebê. Uma boa dica é se movimentar, andando durante o trabalho de parto, pois isso ajuda o bebê a descer e diminuir as dores das contrações. Técnicas de respiração e relaxamento também são importantes para aliviar as dores.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Oito cuidados para evitar um parto prematuro.

O Instituto Nacional de Saúde, nos Estados Unidos, fez um levantamento de algumas atitudes capazes de reduzir o risco de o bebê chegar antes da hora. Confira:



1. Fique longe do álcool
O consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação pode ter efeitos bastante nocivos para a criança, incluindo retardo mental, dificuldades de aprendizagem, defeitos na face e problemas de desenvolvimento. Isso acontece porque a substância chega ao feto na mesma concentração presente no sangue da mãe, só que o organismo do pequeno demora mais para eliminá-la. Dessa forma, ela continua presente no líquido amniótico, afetando diretamente o desenvolvimento celular.

Como não se sabe ao certo qual é a dose segura de consumo de álcool, para que nada prejudique o feto é melhor evitar ao máximo esse tipo de bebida. A mesma recomendação vale para o cigarro e os medicamentos em geral.

2. Mantenha uma dieta equilibrada e nutritiva
Lembre-se de incluir nutrientes variados no cardápio e seguir uma alimentação rica em frutas e fibras. Por outro lado, fique cada vez mais longe das fontes de gordura saturada e de colesterol. Evite carnes gordas, pele de frango e molhos à base de creme de leite.

3. Faça exercícios
A medicina já comprovou: a atividade física ao longo da gestação beneficia o bebê e favorece o trabalho de parto por fortalecer a musculatura do assoalho pélvico, entre outras vantagens. Sem falar que ajuda o corpo da mãe a voltar à forma mais rápido depois do nascimento do bebê. Mas atenção: a autorização e o acompanhamento do médico são imprescindíveis. É importante saber qual tipo de exercício é mais recomendado para cada período da gravidez, por exemplo.

4. Não se esqueça da vitamina B12
Presente em laticínios, carnes magras, ovos e cereais, esse nutriente é responsável pelo desenvolvimento do sistema nervoso e dos glóbulos vermelhos do pequeno. Um estudo recente do próprio Instituto Nacional de Saúde, nos Estados Unidos, constatou ainda que a substância pode evitar problemas na formação do feto. Pergunte a seu médico se a dosagem da vitamina está garantida na sua dieta. Em geral, os suplementos nutricionais indicados para as gestantes costumam trazê-la associada ao ácido fólico.

5. Certifique-se de que a vacinação está em dia
Doenças como o sarampo podem adiantar a chegada da cegonha, além de colocar a saúde do bebê em risco. Para evitar o problema, o melhor é garantir a imunização antes mesmo de engravidar. Aliás, a vacina antissarampo nem é recomendada durante a gestação. Já a antitetânica e a contra a difteria, por exemplo, pedem reforço justamente nesse período. Consulte o médico para não ter dúvidas.

6. Avise o médico logo que souber da gravidez
O.k., essa dica é quase óbvia, mas ainda assim vale correr o risco e repetir. Há mulheres que deixam para procurar um obstetra quando a gravidez já está em andamento. Na verdade, deveriam tomar esse tipo de atitude logo ao saber da gestação. Quanto mais cedo o pré-natal for iniciado, melhor para a mãe e para o desenvolvimento do feto. Com o acompanhamento do especialista, doenças, infecções e outras disfunções serão tratadas precocemente. Um exemplo clássico é a aids: o diagnóstico no início da gestação pode evitar a transmissão do vírus HIV para o bebê.

7. Revele ao obstetra o seu histórico de saúde
É ele quem cuidará da sua saúde nos próximos meses – e isso inclui a do seu bebê. Nada mais justo, então, do que informá-lo detalhadamente sobre as doenças e reações alérgicas que você teve no passado, assim como o histórico de males da sua família e da de seu marido. De diabete a pressão alta, de obesidade a talassemia, tudo deve vir à tona nesse levantamento.

8. Tome ácido fólico
Essa vitamina é essencial para proteger o bebê de malformações e danos no sistema nervoso. Uma pesquisa recente da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, provou ainda a sua eficiência contra o parto prematuro. A recomendação é que se consuma a substância até mesmo antes da gravidez. Durante o primeiro trimestre, aumente a dose para 400 microgramas diários – o que dificilmente se consegue por meio apenas da alimentação. Daí porque em muitos casos a ingestão de suplemento vitamínico seja indispensável.


domingo, 1 de abril de 2012

Episiotomia


O que é a episiotomia? 

A episiotomia é um corte cirúrgico feito no períneo, a região muscular que fica entre a vagina e o ânus. O corte é feito durante o parto normal, com a ajuda de uma anestesia local (se a mulher já não estiver anestesiada), para facilitar a passagem da cabeça do bebê. Antigamente esse corte era rotina, pois os médicos afirmam que é mais fácil fechar um corte regular que uma laceração irregular, causada por um "rasgo" natural do tecido na hora em que a cabeça passa. Hoje, porém, o obstetra e as enfermeiras obstetrizes tentam evitar esse tipo de procedimento, porque às vezes não há nenhuma laceração, e a mulher tem a chance de voltar para casa sem nenhum ponto na região vaginal (a situação ideal). A mudança aconteceu porque pesquisas indicaram que, em alguns casos, a episiotomia provoca dor, incontinência urinária e problemas de cicatrização, sem que haja benefício significativo para a mãe ou para o bebê. Converse com seu obstetra para saber qual é a posição dele em relação à episiotomia. 

Posso pedir ao médico para não fazer a episiotomia? 

Se você não quiser passar pela episiotomia, converse com o obstetra numa das consultas do pré-natal. Fale também com a enfermeira obstetriz que estiver atendendo você na maternidade. Ela vai poder ajudá-la a controlar o nascimento para tentar evitar lacerações. Também existem massagens no períneo que você pode ir fazendo antes do parto, para tentar minimizar o risco de o tecido da região rasgar. 


A episiotomia dói? 

A maioria das mulheres diz não ter sentido nada na hora da episiotomia. Os tecidos no local estão bem esticados na hora do parto, e é fácil fazer a pequena incisão. Os pontos, porém, podem doer na recuperação.
Uma dica é usar almofadas especiais para quem tem hemorróidas (com um furo no meio), ou adaptar uma almofada de amamentação ou mesmo uma bóia redonda de criança, para sentar em cima sem pressionar a área afetada.
Algumas mulheres sentem um pouco de dor por uma ou duas semanas, enquanto outras chegam a ter incômodos por um mês ou mais, dependendo da profundidade do corte na área. Nestes casos, elas podem ter também incontinência de gases ou fezes. 

Dicas
Procure deixar a região bem limpa, para não correr o risco de uma infecção: 
Troque os absorventes sanitários toda vez que for ao banheiro. 
Quando fizer cocô, limpe de frente para trás, evitando assim introduzir germes do reto para a vagina. 
Tente não ficar sentada por muitas horas seguidas enquanto o períneo estiver dolorido. 

sexta-feira, 30 de março de 2012

Anestesia ou dor no parto normal?


As mulheres que serão futuras mamães já ficam trêmulas só de pensar em sentir dor na hora do parto e logo dizem ao médico a preferência pela anestesia. Realmente em alguns casos a anestesia é necessária, mas não em todos. A dor normalmente faz parte do processo do parto, infelizmente.
Mas a dor do parto é muito cultural e é diferente de mulher para mulher. Hoje é muito difundido principalmente pela televisão que a dor do parto é insuportável e que não existiria dor pior. E é importante ressaltar que não é bem assim.
Uma mulher que entende todo o processo das contrações, do parto, tirando todas as dúvidas com o seu médico, que é bem atendida no pré-parto, que está junto de pessoas com quem confia na hora da dor e que consegue relaxar e pensar nos benefícios dessa dor fica mais segura e mais calma, diminuindo a dor.
Além disso, a dor das contrações é muito benéfica para mãe e bebê, pois regula o momento do parto. A dor faz com que o organismo da mulher produza os hormônios chamados endorfinas, que diminuem a dor e relaxam a mulher, deixando-a menos cansada e mais resistente para enfrentar todo o processo do parto. Quanto mais evolui o trabalho de parto, mais endorfina é lançada no corpo da mulher.
A dor mostra para a mulher qual a melhor posição a ficar, o caminho a ser percorrido, qual o melhor momento de fazer força, facilitando todo o processo fisiológico da chegada do bebê.
Claro que em muitos casos a anestesia é bem vinda e necessária, mas o uso dela aumentou significativamente nos últimos tempos mesmo com alternativas menos invasivas para o alívio da dor.
Denish Walsh, obstetra e professor da Universidade de Nottingham, Inglaterra, em artigo publicado na revista "Evidence Based Midwifery", relata que alguns estudos já mostraram que a anestesia epidural aumenta a probabilidade de ter que induzir as contrações com tratamentos hormonais, e o uso de fórceps é mais frequente para ajudar a saída do bebê.
Portanto, futuras mamães, pensem no que é melhor para você e seu bebê. Tire suas dúvidas sobre a dor do parto e pratique exercícios que a ajudem a relaxar e melhorar a respiração, fatores que ajudam a diminuir a dor na hora do parto.

Dicas
O apoio de pessoas de quem confia ajuda muito principalmente nas pessoas que estarão com você na sala de parto. Procure conhecer a equipe que estará na hora do seu parto.
Técnicas de respiração ajudam na melhor oxigenação durante as contrações e relaxamento nos intervalos. Procure aprendê-las.
Se mesmo assim o medo da dor é maior que tudo isso, converse com seu médico e escolha a melhor opção para você.

Tipos de parto: Continuação 2


Parto na água 
Já pensou em passar pelo trabalho de parto em uma confortável banheira de água quente? Pois é. Esse tipo de parto é pouco praticado no Brasil, mas tem seu lado bom, como o conforto e o relaxamento propiciados à mãe.
O parto na água se caracteriza quando a mãe dá a luz com os genitais totalmente cobertos de água. A mãe fica sentada em uma banheira e o pai também pode entrar na banheira e apoiar a mulher, como no parto de cócoras.
A água cobre toda a barriga e deve estar na temperatura do corpo, a 37º C. A água morna deixa a gestante relaxada e alivia as dores das contrações, pois provoca um aumento da irrigação sangüínea da mãe, uma diminuição da pressão arterial, além do relaxamento muscular.

Em relação ao natural, este parto é mais rápido e menos dolorido para a mãe, além de mais tranqüilo para o bebê. Ele sai de um meio líquido e quente para outro meio líquido e quente. O Parto na água é considerada pelos obstetras como a forma mais natural de trazer um bebê ao mundo. O parto na água é feito em uma banheira com água aquecida.

No parto na água, o bebê já sai nadando e sobe sozinho até a superfície. O cordão umbilical só é cortado quando pára de fornecer oxigênio à criança.
Esse tipo de parto não é recomendado em trabalho de parto prematuro, presença de mecônio, sofrimento fetal, mulheres com sangramento excessivo, diabetes, HIV positivo, Hepatite-B, Herpes Genital ativo, bebês com mais de 4000g ou que precisem de monitoramento contínuo.


Tipos de partos: Continuação 1


Parto Cesária

O parto cesariano ou cesária é uma opção que em alguns casos tem sido optado pelo obstetra por questão de pressa e comodidade e da mamãe por questão de ansiedade e medo, mas é preciso tomar muito cuidado ao optar pela cesária.
A cesariana é indicada em casos em que a vida da mamãe ou do bebê estão em risco, hoje em dia é uma maneira de salvar vidas de mamães e bebês.
Os casos para optar pelo parto cesariano são:
Desproporção entre a cabeça do bebê e a bacia materna: neste caso, o bebê não terá passagem para sair pela via vaginal. Estão incluídos aí também os casos em que a mulher tem uma bacia anômala, embora larga, tornando muito difícil o trabalho de expulsão.
- Problemas uterinos: O mais comum é o mioma. Se ele estiver na frente do bebê, há um bloqueio total à sua passagem.
- Problemas clínicos da mãe: Um exemplo clássico é o da mulher cardíaca sem condições de enfrentar o esforço do trabalho de parto, a não ser correndo sérios riscos. - Posições da placenta - Muito baixa, a placenta pode impedir a saída do bebê.
- Envelhecimento da placenta: Quando a placenta amadurece antes do tempo, fica sem condições de funcionar adequadamente na hora do parto, deixando de levar para o bebê todos os nutrientes de que ele necessita para sua sobrevivência.
- Sofrimento fetal: Esse problema é conseqüência do anterior. Se a placenta não está funcionando bem, o bebê passa a receber menos oxigênio e menos nutrientes do organismo materno. Ele fica fraco, não se desenvolve bem e entra em sofrimento. É preferível trazê-Io para o mundo externo onde terá melhores condições de vida.
- Posição inadequada do bebê: Se o feto está sentado ou transverso, não vale a pena arriscar um parto pela via vaginal. Mãe e filho podem sofrer sérias lesões na hora da expulsão.
- Cesarianas anteriores: Se a mulher já se submeteu a duas cesarianas anteriormente, evita-se deixá-la entrar em trabalho de parto, pois há o risco do rompimento do útero.
Como podemos ver a cesariana é uma opção em determinados casos. Por isso precisamos ter muita atenção, saber discernir o que é praticidade e comodismo do que é realmente válido para optar pela cesária.
Há casos que está tudo marcado para o parto ser normal, mas na hora há a necessidade de ser feita o parto de cesária. Nesse caso o médico avalia a necessidade.
O parto de cesária é uma cirurgia e como toda cirurgia é uma agressão ao organismo. Por mais que hoje em dia os avanços medicinais estão a favor de uma ótima cirurgia sempre há um trauma no organismo, diferente do parto normal. O abdômen foi cortado, a musculatura foi afastada de seu lugar e a cavidade abdominal invadida. Tudo isso provoca acúmulo de gases, dores, menor movimentação intestinal e uma recuperação pós-parto mais lenta.
Enfim, existem prós e contras para ser feito a cesariana, e tem que ser escolhido por razões que se enquadram na necessidade real do caso. É preciso confiar e saber que o obstetra escolhido tem experiência e sabe muito bem avaliar a necessidade da cesariana.


Tipos de parto..

Então meninas hoje vou posta um pouco sobre o parto normal, cesário e na água. Espero que vocês gostem eu sei que vocês mamães principalmente de primeira viagem tem muitas dúvidas, mais espero que essa pequena explicação consiga pelo menos tira algumas dúvidas de vocês. Beijokas

Parto Normal
O Parto Normal ou Vaginal é o tipo de parto que o corpo da mamãe está mais preparado, e para o feto uma maneira mais sutil de ser retirado do lugar seguro, confortável e quentinho que está.
O parto normal ainda tem a vantagem de respeitar o período gestacional e a evolução do bebê, sem contar que as últimas semanas são importantes para o crescimento e desenvolvimento do bebê, por isso fazer o parto antecipadamente, sem que haja uma real necessidade prejudica o desenvolvimento do bebê.
Para mulheres que tiveram uma gestação tranquila e sem problemas o ideal é que façam o parto normal. A recuperação é mais rápida, a mulher não sofre pós parto e hoje com anestesia não sentimos a tão temida e mistificada dor do parto.
O médico auxilia nesta hora e assim que a gestante chega ao hospital há uma atenção e acompanhamento que levam à tranquilidade e conforto. Há contrações, dilatação, dores e a medida que essas dores forem aumentando é aplicada a anestesia, que o médico avalia e toma as medidas necessárias para ajudar a mamãe passar por esse momento com mais confiança.
Por isso é fundamental que a mamãe opte pelo melhor parto, com ajuda do seu médico, levando em consideração o que é melhor para ela e o bebê.