Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Piercing de umbigo para grávida? Sim existe!

Sim meninas, existe sim piercing de umbigo para as grávidas. Estava fazendo uma pesquisa no tio google e vi alguns modelos de piercings paras as grávidas. Sinceramente? Achei estranho kk mas super interessante pra mim é uma super novidade, nunca tinha visto antes. Vamos lá para as informações? Para quem ficou interessada tem mais modelos no tio google, basta da uma olhadinha lá. Eai você usaria? Deixe seu comentário. Beijoooos

Informações 

Uma jóia desenvolvida especialmente para umbigo de gestantes, o "Pregnancy Piercing (piercing para grávida) é feito com uma haste flexível, mais comprida que as jóias comuns, de um material não metálico e bio-compatível. Segundo o fabricante, o material é o mesmo usado em perfurações de superfícies mais profundas, chamadas de "surface piercing". A haste pode ser cortada do tamanho ideal da perfuração, e as duas esferas são removíveis. A maior vantagem dessa jóia no entanto é que ela pode permanecer no local mesmo durante o parto, pois não possui partes metálicas em sua composição. 

Modelos de alguns piercings para grávidas



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Infecção por cândida (candidíase) na gravidez



Estou com corrimento. Pode ser candidíase?

É normal ter mais corrimento vaginal na gravidez, desde que ele não tenha cheiro forte e não seja grosso. 

Veja quais são os sintomas da candidíase: 
  • secreção vaginal densa, branca e cremosa
  • coceira, ardor ou vermelhidão na região da vagina e do ânus
  • dói na hora de ter relações sexuais
  • arde na hora de fazer xixi


Como se pega candidíase?

As infecções vaginais são bem comuns na gravidez. A candidíase é causada por um minúsculo fungo chamado Candida albicans. Esse organismo vive no trato intestinal dos homens e das mulheres, e em quase um terço das mulheres ele também aparece na vagina. A questão só vira problema quando sua quantidade ultrapassa a de outros microorganismos rivais. Durante a gestação, a região vaginal é rica em glicogênio, uma substância que promove o crescimento desse fungo -- daí uma mulher grávida ser dez vezes mais suscetível à candidíase do que quando não está esperando bebê.


Dá para tratar a candidíase por conta própria?

Se achar que está com candidíase, avise seu médico. Ele provavelmente vai receitar algum supositório vaginal em forma de óvulos ou creme vaginal adequado para seu estágio de gravidez, o que amenizará a coceira e a irritação na área. Não use nenhum medicamento no local sem antes ter falado com o ginecologista/obstetra. Se a candidíase aparecer nos primeiros três meses de gestação, é possível que o médico não queira usar nada. Veja algumas sugestões para ajudar a aliviar os sintomas:
  • Coloque compressas frias de chá de hamamélis ou camomila na área, ou ainda gelo.
  • Iogurtes naturais ou bebidas com lactobacilos vivos pode ajudar a recuperar o equilíbrio microbiano da flora vaginal, embora haja certa polêmica quanto a sua eficácia. Como são produtos inofensivos, você pode tentar. Outra possibilidade é passar um pouco do iogurte na região afetada.
  • Use calcinhas de algodão e evite calças apertadas.
  • Evite usar protetores de calcinha perfumados.
  • Diminua o uso de sabonetes, mesmo os íntimos. Lave só com água ou chá de camomila.
  • Experimente dormir sem calcinha e de camisola, para a região respirar melhor.
  • Não fique muito tempo com o biquíni molhado e evite banhos de imersão quentes.

A candidíase afeta o bebê?

Não. A infecção por cândida na mãe não prejudica o bebê. Se você ainda tiver candidíase no momento do parto, há uma pequena chance de contágio quando a criança passar pelo canal vaginal. 

A infecção por cândida em recém-nascidos provoca feridinhas brancas na cavidade oral do bebê (o chamado sapinho), e o problema pode, por sua vez, ser transmitido para os seios da mãe. Isso causa sensibilidade na área e pode atrapalhar a amamentação. A infecção por cândida, no entanto, não é grave e é facilmente tratável. 

Talvez você repare que, como muitos outros sintomas, a candidíase aparece e desaparece durante a gravidez. Embora inconveniente e desconfortável, tente lembrar de que ela não vai fazer mal a você ou ao bebê. 

Outro detalhe é que às vezes o consumo de alimentos muito ácidos, como frutas cítricas, pode provocar sintomas semelhantes aos da candidíase. Por isso vale a pena evitar um pouco esse tipo de comida quando você apresentar sinais da infecção.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Orgasmo e posições: tire 10 dúvidas sobre sexo na gravidez

A gravidez é um período de mudanças físicas e psicológicas que geram uma série de dúvidas para as mulheres e seus parceiros. Além dos novos hábitos alimentares, ansiedade com a chegada do bebê e alguns desconfortos, é preciso atenção para não deixar a vida sexual de lado. Afinal, fazer sexo durante a gravidez pode machucar o feto? Quais as melhores posições sexuais durante a gestação? É verdade que o desejo diminui nessa fase? Para responder essas e outras dúvidas, o Terra conversou com especialistas no assunto e descobriu que fazer sexo nos meses que antecedem o parto não é um bicho de sete cabeças. Confira a seguir.
O sexo durante a gravidez é seguro e liberado?
Sim, Se for uma gravidez normal, o sexo é seguro, liberado e recomendado. “Existem trabalhos científicos que mostram que o sexo é bem vindo na gravidez, tanto fisicamente como emocionalmente. A gestação ocorre durante o exercício da sexualidade e por isso, manter esse exercício é manter um vínculo efetivo do casal”, explica ginecologista, obstetra e sexóloga Ana Paula Junqueira Santiago, do Hospital São Camilo.
De acordo com a ginecologista, se você restringir a sexualidade durante esses nove meses, acaba limitando o relacionamento. “Por isso, quando o obstetra contraindica, é importante que ele mostre que existem maneiras de ter uma relação sexual sem penetração justamente para não acabar com essa troca de olhares e carinho”.
O desejo pode diminuir ou aumentar com a gestação?
Sim. A mulher passa por várias fases durante a gravidez, com mudanças físicas e emocionais.
Até o 3º mês: nesse período, há uma diminuição do desejo por uma questão física, hormonal e psicológica. Com as mudanças hormonais, o corpo responde muitas vezes com náuseas, cansaço, inchaço, sono e situações que dificultam as relações. Além disso, a ansiedade, insegurança e medo de perda também influenciam. “O aborto espontâneo é uma condição mais comum no primeiro trimestre. Existe o mito de que a sexualidade favorece essa perda. Apesar de não ser verdade, a partir do momento em que a mulher descobre a gravidez, só deve ter relações quando for liberada por um médico”, orienta Ana Paula.
Do 3º ao 6º mês: nessa fase, a sexualidade melhora em 80%. Isso porque, os desconfortos do primeiro trimestre diminuem, aumenta a disposição, melhora a autoestima, os seios crescem e a pele e o cabelo ficam mais bonitos. Além disso, há uma adaptação com as mudanças hormonais e a mulher começa a sentir movimentação do feto, o que melhora a confiança na gestação.
Do 6º ao 9º mês: o final da gravidez é marcado por inchaço, limite máximo físico, cansaço e ansiedade com a chegada do bebê. Nessa fase, o melhor é conversar com o parceiro e entender os limites de cada um. “O histórico de sexualidade também influencia. Existem as alterações físicas e hormonais, mas a mulher que tem uma familiaridade menor com o sexo ou não aprendeu a gostar, vai ter a gravidez como pretexto para deixar de se envolver com o parceiro”, explica a terapeuta sexual Walkíria Fernandes.
É verdade que o pênis pode machucar o bebê?
Não. Durante a relação, o pênis é introduzido no canal vaginal enquanto o embrião fica na cavidade intrauterina, protegido por uma bolsa de líquido amniótico. Da cavidade do útero até o canal vaginal, tem o colo uterino. Então não é possível que o pênis tenha contato com o bebê.
O orgasmo pode estimular o parto?
Não, desde que a gravidez esteja em condições normais. Essa dúvida pode surgir porque durante o fim do segundo trimestre e começo do terceiro, é comum que as mulheres tenham contrações após fazer alguns exercícios. “São chamadas de contrações de Braxton Hicks e não são dolorosas. Como as mulheres percebem após a relação, podem achar que o sexo faz mal, mas não é verdade”, explica Ana Paula.
Quais problemas podem restringir a vida sexual da grávida?
Sangramento é o primeiro sinal vermelho. Se a gestante tiver perda de sangue precisa evitar a relação até orientação médica. Outros fatores que restrigem a vida sexual durante a gravidez são incompetência istmo cervical - quando o colo fica aberto e pode provocar aborto -, rotura de bolsa – que diminui a proteção do feto -, e deslocamento prematuro da placenta. “Há também fatores relativos, como infecções urinárias, viroses, quadros em que a paciente precisa fazer repouso, preparo para exames do pré-natal, depressão ou anemia. Nesses casos, pode namorar, mas o pênis não pode penetrar na vagina. As carícias e masturbação estão liberadas”, aconselha Ana Paula.
Quais as melhores posições sexuais?
Cada casal tem um hábito sexual, mas durante a gravidez é preciso procurar posições que não prejudiquem a mulher ou causem desconforto. “O importante é não fazer peso na barriga e não escolher posições em que o encaixe é mais profundo, como a de quatro”, aconselha Walkíria. Por isso, a mais recomendada é a posição de lado, em que a mulher pode ter a ajuda de um travesseiro para apoiar a barriga e consegue controlar a penetração.
O sexo anal é proibido durante a gravidez?
O sexo anal não é proibido durante o período gestacional, mas merece cuidado redobrado porque aumenta o risco de infecções. Portanto, o indicado é sempre usar preservativo e lubrificante. “Outra dica importante é beber muita água e fazer xixi antes e depois da relação, tanto o homem quanto a mulher. Isso ajuda a manter a via urinária limpa e evita problemas”, afirma Ana Paula.
É mais difícil ter orgasmo durante a gravidez?
Sim. No geral, as mulheres têm mais dificuldade para relaxar e atingir o orgasmo durante a gravidez, mas não é uma regra. “O contrário também pode acontecer. Algumas mulheres têm orgasmo pela primeira vez durante esse período. Normalmente, aquelas que tiveram medo de engravidar a vida toda aproveitam essa fase para relaxar mais no sexo”, conta a obstetra.
Como lidar com as mudanças físicas para se sentir sexy durante a gravidez?
Algumas mulheres se incomodam com os quilinhos a mais, as mudanças do corpo e se sentem menos sexy durante a gravidez. Nessa hora, o melhor é se identificar com a situação e incorporar a nova identidade. “Gravidez não é doença, mas altera os hormônios e traz mudanças. O seio passa a ser peito, a barriga cresce, mas é temporário. É importante entender que esse é um período transitório e que ela está usufruindo do corpo de outra forma, para gerar uma vida”, aconselha Walkíria.
Quando voltar a ter relações após o parto?
Tudo depende da via de parto e do pós-operatório. No geral, as mulheres estão liberadas para as relações sexuais cinco semana após o nascimento do bebê. Nessa fase, segundo Ana Paula, é importante que a mulher escolha as posições e o parceiro respeite os limites, porque o hormônio que produz leite diminui a lubrificação vaginal.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Detectando a ovulação


Conheça seu corpo e aprenda a perceber o período mais fértil, isso aumentará suas chances de engravidar.

A ovulação é o processo de liberação, por um dos ovários, de um óvulo. É também o período fértil do seu ciclo menstrual. Todo mês, um óvulo amadurece dentro do ovário. Quando atinge um certo tamanho, o óvulo sai do ovário e passa pela trompa de falópio até o útero. De qual ovário sai o óvulo é totalmente arbitrário já que a ovulação não segue um rodízio entre os ovários em cada ciclo.
Para tentar engravidar é preciso manter relações sexuais no período de um a dois dias antes da ovulação até 24 horas depois. O espermatozoide pode viver por dois ou três dias mas um óvulo não dura mais que 24 horas depois da ovulação – a não ser que seja fertilizado. 
Se você teve relações próximo ao período de ovulação, suas chances de engravidar aumentam. Normalmente, casais férteis têm 20% de chance de engravidar a cada ciclo. Em torno de 85% das mulheres que fazem sexo sem usar nenhum método anticoncepcional conseguem engravidar dentro de um ano. Você pode aumentar as suas chances de engravidar conhecendo seu ciclo e aprendendo a detectar sua ovulação e reconhecendo as mudanças que ocorrem no seu corpo nesse período. 
Esses conhecimentos também podem servir para quem quer evitar a gravidez. Claro que não é um método seguro mas pode ser usada concomitantemente com outros anticoncepcionais. 
Para saber qual o período fértil, descubra quando começará sua próxima menstruação e conte de 12 a 16 dias para trás. Esses serão os dias que provavelmente você estará ovulando. Para mulheres com ciclos de 28 dias, o 14° é normalmente o dia da ovulação. Para usar esse método é preciso saber de quantos dias é o seu ciclo. 
Mas, você também pode determinar seu período fértil de olho no seu corpo e nos sinais que ele dá quando está para ovular. 
Conforme seu ciclo progride, o muco cervical muda de volume e textura. No período mais fértil, o muco se torna mais claro e elástico. O aumento da temperatura corporal também indica fertilidade. Nesse período, a temperatura pode subir até 0,5 graus Celsius. Você não notará a diferença mas um termômetro poderá detectar essa mudança. A temperatura sobe na ovulação devido a produção de progesterona. A mulher está mais fértil dois ou três dias antes de atingir a maior temperatura. Alguns especialistas acreditam que entre 12 e 24 horas depois de notar o aumento de temperatura ainda é possível engravidar. Outros afirmam que aí já é tarde. Por isso, alguns médicos orientam que a mulher tire a temperatura durante alguns meses para formar o padrão e conseguir usar isso para detectar a ovulação. Assim, é possível ter relações dois ou três dias antes da temperatura realmente subir. 
Algumas mulheres têm mais sorte: elas conseguem sentir a ovulação. Ela surge como um desconforto abdominal, bem em baixo, que pode durar de minutos a horas e é sentido mensalmente. 
Lembre-se que o ciclo começa no primeiro dia da menstruação. Aprenda a conhecer seu corpo e boa sorte nas tentativas!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Posso trocar o leite integral que meu bebê consome pelo leite desnatado?

O consumo de leite de vaca integral é benéfico entre 1 ano e 2 anos de idade, após essa idade já se pode trocá-lo pelo leite desnatado.
Primeiro é o leite do peito ou em alguns casos a fórmula, depois vem laticínios como queijos e iogurtes. Então, entra na dieta da criança o leite integral. A pergunta é: Posso trocar o leite integral pelo leite desnatado?
Especialistas afirmam que os pais devem esperar um pouco antes de colocar o leite desnatado na dieta da criança.
Queijo e iogurtes são acrescentados na dieta por volta dos oito meses. O leite integral entra geralmente perto do primeiro aniversário. Alguns pais querem saber logo quando podem dar aos filhos o mesmo leite que bebem, o desnatado. 
Entre 1 ano de idade e 2 anos de idade seu bebê deve ser alimentado, idealmente, com leite integral pela gordura extra que ele contém. Essa gordura é importante porque, com menos de dois anos de idade, ela ajuda a desenvolver o cérebro, o crescimento e a absorção de algumas vitaminas, especialmente a A e a D. Já o leite desnatado, geralmente, tem muita proteína e muitos minerais para crianças abaixo de dois anos. Por isso, até o segundo aniversário do seu bebê, é melhor manter na dieta o leite, o iogurte e o queijo integral.
Mas, considere os números: um bebê de 24 meses precisa de pelo menos 500mg de cálcio por dia. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, isso é o equivalente a duas xícaras de leite integral ou quatro fatias de queijo. Curiosamente, o leite desnatado tem mais cálcio que o integral. Então, se mudar do leite “gordo” pelo leite “magro” aos dois anos de idade do seu filho, você estará tirando a gordura extra que ele não precisa mais e aumentando e muito a quantidade de cálcio que ele necessita. 
O pediatra acompanhará de perto a curva de crescimento do bebê para garantir que a dieta está adequada. Se achar necessário, o profissional poderá introduzir alimentos mais calóricos para permitir um crescimento e desenvolvimento constante. Dificilmente, o pediatra vai impor uma dieta de baixa calorias antes dos dois anos mas com a epidemia de obesidade no mundo é possível que seja necessário limitar as quantidades de sucos de frutas, refrigerantes e doces. Outros médicos seguem com uma dieta mais calórica até os três anos. Converse com o pediatra para saber que caminho adotar na consulta de dois anos do seu filho.
Tipos de leite para crianças de acordo com a idade
IdadeTipo de alimento
Até completar 6 mesesAleitamento materno exclusivo
Dos 6 meses a 1 anoLeite materno. Neste período não é recomendável que bebês consumam leite de vaca, aconselha-se que fórmulas industrializadas sejam oferecidas. Clique aqui e veja uma alternativa à essa recomendação.
De 1 ano a 2 anosLeite materno e Leite de vaca integral (ou fórmulas ou outro tipo indicado pelo pediatra de acordo com as necessidades/restrições da criança)
De 2 anos em dianteLeite de vaca desnatado (ou fórmulas ou outro tipo indicado pelo pediatra de acordo com as necessidades/restrições da criança)

domingo, 16 de setembro de 2012

As posições para a gestante dormir


No geral, não há perigo em nenhuma posição, o importante é a gestante buscar a sua posição preferida e tentar, apesar do desconforto natural do final da gestação, ter uma boa noite de sono.

Normalmente, até o quinto mês de gestação, as mulheres não têm dificuldade em achar uma posição confortável para dormir. Com a barriga ainda pequena, até mesmo a posição de bruços é possível, sem nenhum risco de apertar o bebê ou causar desconforto.
O problema começa a aparecer depois do sexto mês de gestação, quando a barriga já está bem grandinha. Nessa fase, o mais indicado é dormir virada para o lado esquerdo, o lado do coração. Isso porque essa posição favorece a circulação sanguínea e, consequentemente, o sangue flui melhor pelo cordão umbilical, enviando mais oxigênio e nutrientes para o bebê.
Conforme a gravidez avança e o bebê cresce, a posição de barriga para cima pode ser muito desconfortável para a gestante. Com o peso do útero, a veia cava fica comprimida causando mal estar e falta de ar. Mas basta mudar de posição e esses sintomas desaparecem.
Dormir virada para o lado direito pode dificultar um pouco a circulação do sangue deixando o bebê mais agitado, mas não oferece nenhum risco, além do desconforto momentâneo. Se a gestante acordar no meio da noite e perceber que está de bruços, apesar do tamanho da barriga, também não há com que se preocupar, pois o bebê está bem protegido dentro do útero. 
O final da gestação é marcado pelas constantes azias, falta de ar e congestão nasal. Para aliviar esses sintomas e ter uma noite de sono com mais conforto, uma boa dica é dormir ligeiramente sentada, usando muitos travesseiros para elevar a cabeça. Os travesseiros também podem ser um bom aliado para evitar dores nas costas. A dica é colocar um no meio das pernas ao deitar de lado, o que deixa a coluna mais reta. Também vale colocar um no meio da barriga, outro para abraçar. Teste diversos tamanhos e formatos e veja o que melhor se encaixa no seu corpo.
O importante é a gestante buscar a sua posição preferida e tentar, apesar do desconforto natural do final da gestação, ter uma boa noite de sono.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Tudo Sobre a Pré-eclâmpsia


O que é pré-eclâmpsia? 

Pré-eclâmpsia é um problema grave, marcado pela elevação da pressão arterial, que pode acontecer a qualquer momento da segunda metade da gravidez, ou seja, a partir de 20 semanas, mas é mais comum a partir de 27 semanas. 
Os especialistas acreditam que ele seja causado por deficiências na placenta, o órgão que nutre o bebê dentro do útero. A pré-eclâmpsia é bastante comum, e afeta em sua forma leve até 10% das grávidas. A pré-eclâmpsia grave é mais rara, atingindo 0,5% das gestantes. 
A pre-eclâmpsia é diagnosticada quando a grávida tem: 
  • Pressão alta e
  • Presença de proteína na urina

Quais são os sintomas da pré-eclâmpsia? 

Mesmo que você normalmente não tenha pressão alta, fique atenta aos seguintes sintomas: 
  • inchaço repentino no rosto, nas mãos ou nos pés
  • dor de cabeça persistente
  • perturbações na visão, como vista embaçada ou luzes piscando
  • dor forte na barriga, abaixo das costelas
  • mal-estar geral
Caso tenha algum desses sintomas, procure um médico e peça para ter sua pressão medida. A pressão pode subir de repente. 
Normalmente a pré-eclâmpsia é leve e é detectada durante o pré-natal. 

Qual é o tratamento para a pré-eclâmpsia? 

Se você tiver pré-eclâmpsia, terá de medir sua pressão com frequência e fazer exames de urina, para verificar a presença de proteína. Outros exames podem ser realizados para avaliar outros órgãos, como o funcionamento do fígado. Se sua pressão subir muito, é possível que você seja internada e receba remédios para controlar a pressão (que não prejudicarão o bebê). 
O médico poderá receitar uma alimentação com restrição de sal e açúcar. 
O bebê também será monitorado, e a qualquer sinal de que ele não está crescendo como deveria ou que o volume de líquido amniótico esteja diminuindo, ou ainda se o seu estado piorar, o médico vai realizar o parto, mesmo que antes da hora, por cesariana ou indução do parto normal. 
A única "cura" para a pré-eclâmpsia é o nascimento do bebê. Mas a mãe continua a ser observada depois que o bebê nasce, até na UTI, porque ainda há algum risco nos dias seguintes. 

O que vai acontecer depois que o bebê nascer? 

Depois do parto, a pressão arterial normalmente volta ao normal, mas pode ser que leve semanas para isso acontecer, e o inchaço nas mãos e nos pés também pode permanecer por algum tempo. Nas primeiras 48 horas depois do parto sua pressão será monitorada de perto, e será preciso dar atenção à questão da pressão por algum tempo depois que você for para casa. 

Quais são os riscos? 

A pré-eclâmpsia pode ser leve ou grave. Quando se torna grave, pode afetar vários sistemas do corpo. Como ela reduz o fluxo de sangue para a placenta, é perigosa para o bebê, restringindo o crescimento dele. 
Além disso, se a pré-eclâmpsia evoluir para a eclâmpsia, a pressão arterial sobe demais, colocando mãe e bebê em grande risco. A eclâmpsia pode causar convulsões, que podem levar ao coma e até ser fatais. Quando acontece, a eclâmpsia ocorre no finalzinho da gravidez ou logo depois do parto. 
Uma outra complicação é a síndrome de Hellp, que provoca problemas sanguíneos e dificulta a coagulação do sangue. 

Há pessoas mais propensas à pré-eclâmpsia? 

Embora a causa exata da pré-eclâmpsia não seja conhecida, já foram definidos fatores de risco. A probabilidade é maior na primeira gravidez ou quando há um espaço de pelo menos dez anos entre duas gestações. Também elevam o risco: 
  • Idade acima de 40 anos ou abaixo de 20 anos
  • Obesidade antes da gravidez, com um IMC de 30 ou mais
  • Problema crônico de saúde que afete o sistema circulatório, como hipertensão, lúpus, problemas renais ou diabete
  • Gravidez de gêmeos ou mais
  • Parente próximo com histórico de pré-eclâmpsia (especialmente mãe ou irmã)
  • Diagnóstico anterior de pré-eclâmpsia -- uma em cada cinco mulheres apresenta o problema de novo
  • Se o parceiro for diferente entre uma gravidez e outra, a mulher volta a ter risco como se fosse uma primeira gestação, mesmo que não tenha apresentado pré-eclâmpsia.

O que posso fazer para evitar a pré-eclâmpsia? 

Infelizmente, não existe um método garantido para evitar a pré-eclâmpsia. O melhor jeito é fazer direitinho o pré-natal e acompanhar com cuidado a gravidez e a pressão arterial. 

Quem tem fatores de risco ou já teve pré-eclâmpsia antes terá a gestação acompanhada de perto, com consultas mais frequentes no final da gravidez, para detectar o problema o mais cedo possível, se ele aparecer. 

O ganho de peso também será controlado com atenção pelo médico. 

domingo, 12 de agosto de 2012

Respirar pela boca traz riscos ao nenê


A respiração nasal é fundamental para o desenvolvimento da criança. Esse tipo de respiração deve continuar até o final da vida. Entretanto, algumas interferências surgem, fazendo com que a criança encontre dificuldade em respirar pelo nariz. Daí, passa a respirar somente pela boca.
Tais interferências podem ser relacionadas à falta de amamentação no peito, hábitos orais inadequados (chupetas, mamadeiras, sugar dedo), aumento de adenóides e amídalas, processos alérgicos e desvio de septo.
Essa mudança da respiração pode parecer muito boba, mas não é, merece muita atenção. O nariz tem a finalidade de filtrar, umedecer e aquecer o ar inspirado que seguirá para os pulmões. As conseqüências da respiração oral são prejudiciais, principalmente com o passar dos anos.
A troca da respiração nasal pela oral traz sérios prejuízos à formação do bebê, explica a fonoaudióloga Jamile Elias. "Respirar pela boca altera a função muscular. Os músculos da face tornam-se flácidos e a boca fica mais facilmente aberta. Essa flacidez faz com que ela respire ainda mais pela boca, não tendo força para mastigar alimentos mais sólidos. A respiração oral altera a mastigação, deglutição e sucção, e provoca modificações na arcada dentária como queixo para trás, céu da boca estreito e profundo, além de má formação da arcada", revelou a profissional.
Em casos mais graves, o hábito de respirar pela boca pode modificar, inclusive, a face, de modo que o rostinho fique alongado e com a fisionomia triste. Posteriormente, a alteração muscular começa atingir a postura corporal, podendo deixar os ombros caídos para frente, problemas na coluna e joelhos para dentro.
"Como o ar não é filtrado, umedecido e aquecido, infecções como amigdalites, otites, rinites e sinusites são freqüentes. Aumenta também as crises de cefaléias (dores de cabeça) e, quando adulto, ela poderá apresentar a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono, que são as pessoas que ficam um tempo sem respirar enquanto roncam durante o sono", completou Jamile Elias.
Má respiração pode afetar os estudos
A respiração feita somente via oral compromete a educação na infância. A criança tenderá a ficar cansada em suas brincadeiras e em atividades físicas. Na fase da alfabetização, ela poderá sofrer dificuldade em manter a atenção, por conseqüência, ficará mais agitada e até mesmo agressiva com os colegas, pois terá mais dificuldade em se concentrar.
Para descobrir se seu filho apresenta problemas de respiração, Jamile Elias dá algumas recomendações importantes. "Fique atenta se seu filho dorme com a boca aberta, ronca, baba durante o sono e tem pesadelos freqüentes. Outros indícios de que a respiração está sendo feita de forma inadequada estão ligados ao sono agitado, olheiras, diminuição de olfato e paladar, sonolência ou agitado durante o dia, assim como dificuldade de aprendizagem ou desconcentração", revelou.
O diagnóstico acertado e o tratamento precoce podem auxiliar muito na segurança que a criança vai apresentar diante de todos os aprendizados futuros, podendo gerar a reversão de dificuldades e de indisciplina se já instalados. Prevenir ainda é o melhor "remédio". Quanto antes o diagnóstico for realizado, menor os prejuízos para a criança.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Morte súbita e a posição para o bebê dormir


Regularmente surgem notícias de bebês que morrem de repente enquanto dormem em alguma creche ou berçário pelo país. Negligência dos profissionais que cuidam desses bebês? Nem sempre. A Síndrome da Morte Súbita pode ser a causa dessas mortes.
A morte súbita em bebê não tem causa definida e ocorre durante o sono. O diagnóstico é feito quando não há outra explicação para a morte. É realizado por exclusão. A síndrome da morte súbita é um dos maiores fatores de morte no primeiro ano do bebê.
Profissionais da área de saúde analisam a ligação entre o modo como o bebê dorme e casos de morte súbita durante o sono.
Uma campanha lançada pela Pastoral da Criança, estruturada por uma pesquisa realizada na cidade de Pelotas e por campanhas e pesquisas internacionais, como EUA e Inglaterra, diz que colocar o bebê para dormir de barriga para cima diminui em 70% a morte súbita no bebê.
Isso tem explicação: o bebê que dorme de lado ou de bruços respira o mesmo ar que expira, isto é, o bebê inala um ar rico em gás carbônico e pobre em oxigênio, realizando uma asfixia, onde o bebê fica sem oxigênio podendo chegar ao óbito.
Os adultos também passam por isso, mas diferentemente dos bebês, os adultos mudam de posição quando ficam sem oxigênio suficiente. Por isso, a maior parte das mortes súbitas acontecem em bebês de 2 a 4 meses, podendo ocorrer desde o nascimento até por volta do primeiro ano.
A questão sobre o modo ideal de colocar a criança para dormir é controversa. Muitas mães têm medo de colocar o bebê dormindo de barriga para cima, pois podem engasgar com o próprio vômito.
No entanto, Cesar Victora, doutor em Epidemiologia, pesquisador da Universidade Federal de Pelotas e coordenador do Comitê de Mortalidade Infantil da cidade de Pelotas, ressalta que é preferível o bebê estar sujeito a sofrer engasgamento do que correr risco de morte.
Ao engasgar, o bebê tem o reflexo da tosse, que logo chama a atenção dos pais. Já inalando um ar rico em gás carbônico, o bebê está sujeito a morrer “silenciosamente”.
Como evitar riscos - Além de inalar o ar que expira, outros fatores podem ser causa da morte súbita, como:
- o superaquecimento do bebê. Por isso evite agasalhar demais o seu bebê na hora de dormir
- deixe o bebê com os bracinhos para fora das cobertas para que não deslize e fique debaixo das cobertas
- evite deixar no berço bichos de pelúcia, paninhos, almofadas, travesseiros ou outros brinquedos. Isso pode sufocar o bebê durante o sono.
- exposição do bebê ao fumo ou fumaça do cigarro durante a gestação e depois do nascimento. Os bebês de mães que fumaram durante a gestação têm três vezes mais riscos de morte súbita do que os bebês de mães não fumantes.
- nascimento prematuro ou baixo peso ao nascer
- dormir na mesma cama que os pais ou outras pessoas.
- o não aleitamento materno. O leite materno é digerido facilmente pelo organismo do bebê evitando, e muito, a regurgitação.
Opiniões distintas - A afirmação de que é melhor os bebês dormirem de barriga para cima ainda não é consensual entre os pediatras, mesmo que pesquisas indiquem que dormir nessa posição diminui os riscos de morte súbita.
Muitos afirmam que dormir na posição de lado ainda é melhor em alguns casos, como, por exemplo, os bebês que tenham refluxo gastroesofágico. Além de dormir lateralmente, o berço deve estar inclinado entre 15 e 30° na parte do tronco e posição lateral. Essa posição tende a esvaziar mais rapidamente e eficazmente o estômago do bebê, evitando a regurgitação e sufocação.
A posição lateral deve ser bem posicionada para que o bebê não vire para a posição bruços, essa posição, sim, tem maiores risco de sufocação e asfixia.
Outro argumento dos pediatras que não concordam com a posição de barriga para cima, justificando que a causa da morte súbita é desconhecida, sendo assim precipitado afirmar que apenas mudando a posição do bebê dormir fará tanta diferença.
Portanto, procure um pediatra da sua confiança e converse muito sobre a questão do posicionamento do bebê na hora de dormir e morte súbita e faça o que te deixar segura seguindo as informações do seu médico.

Agasalhar seu bebê com exagero não é bom


Além do desconforto que causa ao bebê, ainda pode haver febre e desidratação.

O inverno chega e com ele a ansiedade da mamãe de não deixar o bebê passar frio, principalmente os recém-nascidos. É uma preocupação absolutamente relevante, mas que não deve ser levada ao extremo, pois pode trazer problemas ao seu filho. Isso mesmo! Exagerar no aquecimento do bebê além de causar desconforto no pequeno, pode ser prejudicial.

Bebês agasalhados mais do que o necessário se sentem desconfortáveis, começam a chorar e ficam irritadiços. A alta temperatura coloca o bebê em risco de hipertermia, que é a incapacidade do organismo de reduzir a produção de calor.
Lembre-se que a transpiração do bebê ainda não é tão desenvolvida quanto à de um adulto, dificultando a reação do corpo diante do excessivo calor provocado.O suor é outro sinal de calor excessivo, deixando as roupinhas que estão em contato com a pele molhadas, aumentando o risco de resfriado e brotoejas. O suor exagerado também pode levar a desidratação.
As mamães devem estar de olho em alguns sintomas que denunciam quando o bebê está agasalhado demais. Inquietação, rosto vermelho, transpiração e febre são indícios. Uma dica é sentir a temperatura do tórax da criança já que a cabeça sempre é mais quente e mãos e pés mais frios.
O grande motivo de todas as mamães acharem que os bebês sentem muito frio e precisam ser protegidos é que o sistema termorregulador (que regula a temperatura do corpo) dos pequenos até os seis meses de vida ainda se encontra em adaptação.
O que as mamães devem lembrar é que o bebê sente frio e calor. Se, em um dia frio, o bebê está bem e de repente começa a apresentar febre, tente tirar algumas roupinhas. Depois de meia hora, confira a temperatura novamente. Provavelmente a febre terá passado. A febre é um dos sintomas de que o bebê está agasalhado demasiadamente.
Na hora de sair para a rua em dias frios, vale usar gorro, pois é pela cabeça que se dissipa a maior quantidade de calor. Em casa, os cuidados não precisam ser tão exagerados. É só prestar um pouquinho mais de atenção e o bebê dará a resposta se está com frio ou com calor.
Dicas
Se após 30 minutos, mesmo você tendo retirado algumas peças de roupa do seu bebê, a febre continuar, é hora de levá-lo ao médico ou tentar entrar em contato com ele para receber orientações. Evite medicá-lo em casa por conta própria.
Em tempos de Gripe A (H1N1) quanto mais rápido o tratamento melhores as chances de cura. Se você tentar medicar seu bebê em casa, poderá estar agravando os sintomas de uma gripe como a Gripe A.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Como preparar o gato para a chegada do bebê?


As adaptações devem ser feitas aos poucos através de treinamentos algum tempo antes do bebê chegar.

Com a chegada de um bebê a rotina da casa se modifica. A criança passa a ser o centro das atenções. Com isso o gato pode ficar estressado, uma vez que mudanças nos hábitos da família ocorrem de forma repentina, sem que o animal consiga compreendê-las. Para realizar as adaptações necessárias é importante agir de forma gradual e condicionar o animal através de treinamentos algum tempo antes da chegada do nenê:
  • O gato não deverá associar a chegada do bebê com perda de espaços ou carinho. Assim, no caso de o animal não poder acessar livremente algum cômodo da casa depois que a criança chegar, o ideal é acostumá-lo com essa limitação ainda durante a gestação;
  • Alguns gatos passam longos períodos no colo dos proprietários. É importante que ele seja acostumado a descansar em outros locais, já que o dono não poderá ficar com ele no colo por muito tempo. Forneça um local bem confortável e que agrade o gato, sem privá-lo do contato humano;
  • Quando o bebê nascer, alguém deve ficar encarregado de trazer panos com o cheiro da criança para casa, colocando-os nos locais de uso habitual do bichano, tais como embaixo da vasilha de comida, ou na caminha. Desta forma, o gato deverá associar o cheiro do nenê a situações agradáveis;
  • O choro ou movimentação do bebê poderão gerar reações no gato, como medo ou curiosidade. Neste caso o animal não deve ser punido ou ele vai associar o nenê com coisas ruins. Aja com naturalidade e prefira recompensar com elogios, petiscos ou carinho toda vez que ele se aproximar de maneira tranquila. 
  • Por mais calmo que seja o seu gato, essa aproximação e contato com a criança devem sempre ser supervisionados, para que tudo ocorra da forma mais segura e saudável possível.

domingo, 3 de junho de 2012

Parto público e privado - Parto


O parto na rede pública, e privada com e sem plano de saúde
Os procedimentos, condutas hospitalares e direitos da mulher em relação ao parto não se diferem nos hospitais públicos, privados ou com plano de saúde. A diferença está no poder aquisitivo e nos tipos de parto realizados.
As maternidades privadas estão ficando cada vez mais parecidas com hotéis de luxo. Enquanto isso, é cada vez mais comum verificar na rede pública desde a falta de leitos, mulheres em peregrinação por vários hospitais para encontrar uma vaga, falta de recursos humanos, tratamentos absolutamente desumanos e sem qualquer estrutura para atender uma parturiente até maternidades modelo com programas premiados de humanização do parto.
Esse é apenas um dos reflexos da desigualdade social que impera no país, fazendo do Brasil o segundo país do mundo com maior diferença de renda.
Cesariana em alta nas privadas - Mas é no tipo de parto realizado por essas maternidades que está a grande diferença. Na rede privada, a taxa de parto cesárea chega a quase 80%. Os índices mais altos estão na rede privada com plano de saúde.
Já nos hospitais e maternidades da rede pública, as taxas de cesariana caem para 27.5%. Esses dados são apontados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão governamental que regula a ação das operadoras de planos no País.
Pela Organização Mundial da Saúde, a recomendação é de que as cesarianas representem 15% dos partos. Mesmo nos hospitais públicos, o Brasil tem um índice muito alto de partos cesáreas. Isso mostra o quanto o país ainda está distante de oferecer uma assistência de qualidade à mulher.
Se o cálculo da idade gestacional do bebê for malfeito, o parto cesárea será feito antes da hora e o bebê nascerá prematuro, podendo trazer complicações no pós-parto como distúrbios respiratórios. Bebês de 37 a 38 semanas têm 120 vezes mais chances de apresentar a síndrome da angústia respiratória do que aqueles de 39 semanas. No parto normal, você tem certeza que ele está nascendo na época adequada.
O risco de morte materna em partos cesárea aumenta em 2,8 vezes em relação ao parto normal. A mãe também pode sofrer hemorragia e infecção puerperal. Sua recuperação é mais demorada do que no parto normal e sua estadia no hospital é maior.
O parto cesárea só deve ser realizado em situação de risco para a mãe ou para o feto ou se o trabalho de parto se estender excessivamente.
Opção pela cesariana - Os motivos para o elevado índice do parto cesárea são por comodidade da mãe e do médico que controlam a situação do parto, marcando dia e horário para o nascimento, diferentemente do parto normal, em que a natureza determina o dia e horário.
Outro motivo é o financeiro. Muitas instituições privadas têm como objetivo o lucro em detrimento de assistência e, portanto, o parto cesárea é mais lucrativo.
Já os médicos no Brasil geralmente são mal-remunerados, principalmente os que são conveniados com os planos de saúde, e por isso precisam trabalha em mais de um lugar. Por prestarem serviços em vários lugares, não têm tempo de ficar monitorando as parturientes nas seis ou mais horas de trabalho de parto de um parto normal.
O pagamento pelos convênios ou mesmo pelos pacientes particulares é maior com o parto cesárea e além de tudo é mais rápido. Assim o médico faz mais partos com maior lucratividade. Isso já não acontece na rede pública, onde o valor do pagamento pelos partos é o mesmo para normal e para a cesariana.
Além da comodidade, as mulheres preferem o parto cesárea por medo da dor do parto e os médicos cedem a pressão. Um bom pré-natal esclarecendo todas as dúvidas e mitos, inseguranças e medo da hora do parto com um obstetra que apóie o parto normal dará tranqüilidade e segurança para a mulher na hora de dar à luz e isto por si só já ameniza a dor.
Mas se a dor do parto normal for insuportável, a parturiente pode pedir a anestesia peridural onde as contrações continuarão, mas a dor não será mais sentida.
Como a necessidade de economia na rede pública é grande, a tendência é não abusar da tecnologia. Essa economia traz vantagens para a mãe e o bebê onde é a natureza que tem o controle do parto e o médico está presente para acompanhamento e intervenção só se for preciso. Mas a principal razão da queda no número de cesáreas foi as medidas tomadas pelo Ministério da Saúde para incentivar a realização de partos normais.
Os planos de saúde poderiam ajudar a reverter os altos índices de cesarianas oferecendo mais estímulo ao médico tanto do ponto de vista financeiro, pagando melhor o parto normal, como no aspecto de humanização do parto.
Cabe ao médico indicar o tipo de parto mais adequado para cada mulher e a gestante deve aceitar ou de questionar a escolha. Mas se a gestante pode ter o seu filho de parto normal e o médico indica a cesárea, há um desrespeito ao direito da mulher.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cuidado com as doenças do inverno


No inverno surgem as doenças típicas então é bom se preparar para evitá-las


Quando o frio chega é hora de tirar os casacos dos armários, aumentar as camadas de cobertores e edredons na cama. Junto com as roupas quentinhas, que ficam guardadas a maior parte do ano, vem os ácaros.
Os ácaros são bichinhos que são invisíveis aos olhos humanos e evitam a luz, por isso, normalmente vivem dentro das fibras de tecidos em colchões, almofadas, vestuário e roupas de cama. Quando morrem, esses bichinhos viram uma poeira fina que é causadora de muitas alergias respiratórias. O pior é que além das alegrias, que irritam as vias aéreas, as doenças de inverno mais comuns são as que atingem as vias respiratórias superiores também, como o nariz, a garganta, os ouvidos e os pulmões.Quando as temperaturas começam a baixar, as doenças que mais se manifestam são: Resfriado, Rinite, Gripe, Sinusite, Bronquite, Pneumonia e Asma. “Essas doenças se manifestam com mais força devido às mudanças climáticas muito bruscas, que deixam o sistema imunológico mais frágil dificultando assim a ação do corpo contra os vírus e as bactérias” explica o pediatra Hugo Krieger Von Borowski. 
As crianças com menos de dois anos de idade são mais propensas a problemas sérios respiratórios, pois seu sistema imunológico ainda é fraco e sua capacidade respiratória não está completamente desenvolvida. Por isso, mamães, fiquem atentas!  Em qualquer sinal de febre ou resfriado é preciso levar seu pequeno ao especialista com urgência. 
“No frio, as pessoas tendem a se aglomerar, o que facilita o contágio de doenças respiratórias. Não é bom levar a criança em lugares fechados ou à escola quando ela está resfriada ou com gripe, para evitar que outras crianças também fiquem doentes”, diz Borowski. 
A empresária Anna Pereira diz que desde que seu filho Thomas, de 2 anos e 7 meses, entrou na escola, não passa um mês sem ter uma gripe ou um resfriado. “Da última vez que ele ficou mal, com bastante tosse e muita coriza, eu cheguei a fazer uns quatro tratamentos seguidos com quatro remédios diferentes, todos indicados pelo médico dele. Depois de muito tempo sem melhora, resolvi não dar mais nada, deixei o corpinho reagir”, conta. Após uns dois meses, Thomas voltou a tossir muito e Anna o levou novamente ao médico. “O médico passou um tratamento ótimo, na segunda dose o Thomas já tinha melhorado. Ainda faltam três dias para acabar o remédio, mas já vejo que ele está 100% melhor.” 
O pediatra diz que para prevenir que as crianças sofram com esses problemas é aconselhado que a mamãe vacine seu bebê, amamente no seio até o sexto mês de vida, não exponha a criança a temperaturas muito baixas sem proteção, sempre lave as mãos e lave todos os lençóis e cobertores da casa um pouco antes de começar o frio.
Mesmo com todo cuidado da mamãe, a criança pode ficar doente, seja um simples resfriado ou uma alergia respiratória mais grave. Tratar de maneira correta é a melhor forma de enfrentar o problema. “Quanto mais cedo for diagnosticado, maiores são as chances da criança não precisar de tratamentos quando adulta”, esclarece o especialista.

sábado, 26 de maio de 2012

Quarentena: mitos e verdades


Quarentena ou resguardo são nomes populares para designar o puerpério, etapa da vida da mamãe que começa depois do nascimento do bebê. Além dos cuidados com o novo membro da família, a mamãe precisa também cuidar da sua recuperação pós-gestação e pós-parto.
Existem verdades e mentiras em torno dessa fase. O ideal é procurar o seu médico obstetra e ter uma boa conversa para que todas as dúvidas sejam esclarecidas.
O puerpério pode ocorrer até a sexta ou oitava semana pós-parto, período onde os órgãos reprodutivos voltam totalmente ao seu estado normal, como o útero, que durante a gestação cresce 50 vezes o seu tamanho e precisa desse tempo para se recuperar.
A região onde a placenta se encontrava ficam pequenas feridas que se cicatrizam durante o puerpério. Se esse período não for respeitado, as feridas não cicatrizam e a mulher corre o risco de ter uma infecção. Febre é um sintoma de infecção. Se isso ocorrer, vá imediatamente ao médico, recomendação feita também caso o sangramento normal após o parto não diminuir até o 40º dia.
Vida de mamãe não é fácil - A episiotomia (corte entre o ânus e a vagina para facilitar a passagem do bebê) pode ser necessária durante o parto normal. São dados alguns pontinhos, portanto, a região pode ficar inchada e dolorida. Para aliviar o inchaço, é aconselhável colocar uma bolsa de gelo.
Se a dor aparecer na hora de ir ao banheiro, o médico pode indicar laxantes para facilitar as primeiras evacuações. Lembre-se, mamãe: a realização da higiene é mais do que necessária, fazendo um banho de assento com produtos recomendados pelo médico.
As atividades do dia-a-dia devem ser retomadas aos poucos; a mamãe precisa descansar. Dormir é essencial para evitar cansaço e irritação. Isso não quer dizer que necessite ficar deitada a quarentena inteira. Os exercícios que a mulher faz para sentar, levantar e andar estimulam a musculatura abdominal a voltar ao normal – depois de 15 dias a musculatura já recupera 70% da sua forma anterior.
Carregar peso, como o filhote mais velho, deve ser evitado pelo menos nos primeiros 30 dias.
Verdade ou mentira? - Dois mitos muito difundidos são que nesse período não há chances de engravidar e que não se deve lavar a cabeça. Quanta mentira. Embora a possibilidade engravidar possa estar reduzida por causa da amamentação, o risco existe, sim, e por isso a prevenção é necessária. E já no primeiro dia a mamãe pode lavar a cabeça.
Mais uma verdade: o cabelo cai devido à alteração da taxa de alguns hormônios da mulher nessa fase. Fique tranqüila, é algo passageiro. Respeitando as transformações do seu corpo, o puerpério passará sem maiores transtornos e preocupações. E pensar que o papai não sofre nada disso. Pode?
Cuidados - A dor é o termômetro do esforço da mamãe. É a própria mulher quem vai impor o limite na sua vida diária. Normalmente, em 45 dias a mulher já faz os serviços de casa sem dificuldade. Exercícios físicos são proibidos. Nadar e caminhadas somente depois de 45 dias. Ginástica e corrida depois de dois meses e para os esportes coletivos deve-se esperar três meses.
O ato de dirigir um carro, pisando nos pedais, requer o trabalho da musculatura abdominal e do períneo (região entre o ânus e a vagina), prejudicando a cicatrização, e isso impede a mulher de dirigir no primeiro mês pós-parto.
Outro impedimento no primeiro mês é o sexo. Os vasos do útero onde antes ficava a placenta estão abertos, como já comentado, e há risco de contaminação e infecção. O atrito do pênis durante a penetração também causa dor. O sexo deve começar devagar e gradualmente.
Dicas
Realize uma alimentação rica em fibras e líquidos para estimular o intestino e evitar gases.
O motivo dos seios racharem e ficarem muito doloridos pode ser a pega errada do bebê. Peça orientação.
Ficar triste e cansada é normal, mas se isso interferir no seu dia-a-dia e nos cuidados com o bebê, informe ao seu médico.