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terça-feira, 22 de maio de 2012

O que são Doulas?


Antes de a mãe ficar por dentro das características da “companheira” Doula, vamos saber o significa o termo “doulas”. A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Explicado?
Nos dias de hoje essa palavra serve para denominar as acompanhantes de parto que oferecem suporte afetivo, físico, emocional e de conhecimento para as mulheres. Esse suporte pode ser dado antes, durante e depois do parto.
Antigamente os partos eram realizados pelas parteiras que cuidavam da mulher em todos os aspectos. Hoje os partos são feitos em hospitais com uma equipe especializada. Obstetras que têm a função de fazer o parto, pediatra para avaliar a saúde do bebê, a enfermeira e auxiliares que devem auxiliar os médicos para que nada falte e atender as outras mulheres também. E quem oferece assistência à mulher que está dando à luz?
Esse é o papel da Doula, atender as necessidades da mulher. O ambiente hospitalar e as pessoas desconhecidas geram na mulher medo, dor e ansiedade na hora do parto. A Doula então oferece todo apoio afetivo e emocional para que a mulher sinta-se segura e tranqüila para um dos grandes momentos da sua vida: o nascimento do seu filho.
A Doula antes do parto ajuda a mulher e o seu companheiro a refletirem e escolherem suas opções para o parto, explicando os diferentes tipos, as vantagens e desvantagens de cada um, as intervenções que podem ser realizadas e prepara a mulher para quando chegar a hora do parto.
Durante o trabalho de parto, a Doula serve como uma ponte entre os complicados termos médicos e a parturiente, oferece massagens, ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens e relaxamento.
A Doula não substitui o acompanhante. Ela também dá suporte e orienta o acompanhante a oferecer apoio e conforto à mulher, mostrando como ser útil e não ficar perdido na assistência a mulher, o que normalmente ocorre.
No parto cesárea, a Doula também se faz importante, pois continua dando apoio, conforto e ajudando a mulher a relaxar durante a cirurgia. Depois do parto, a Doula oferece assistência e apoio em relação aos cuidados pós parto, à amamentação e cuidados com o bebê.
Não é função da Doula realizar qualquer procedimento médico, como fazer exames, aferir pressão ou administrar medicamentos e cuidar da saúde do bebê. Ela oferece segurança, tranqüilidade e conhecimento para um parto seguro e não substitui nenhum profissional envolvido na assistência ao parto.
Pesquisas mostram que o parto em que uma Doula está presente tende a ser mais rápido e necessitar de menos intervenções médicas. Algumas vantagens em se ter uma Doula na hora do parto:
· Diminui o uso do fórceps em 40%
· Diminui a incidência de infecção
· Diminui insegurança da mãe, ocasionando um maior autocontrole e menos dor
· Reduz do risco da depressão pós-parto
· Sucesso na amamentação
· Maior auto estima da mamãe
· Maior satisfação com relação ao parto
· Alta mais rápida do bebê
· Poucas admissões nos berçários de cuidados especiais (UTI neonatal)
· Diminui as taxas de cesárea em 50%
· Diminui a duração do trabalho de parto em 20%
· Diminui o uso da Ocitocina (indução de parto) em 40%
· Diminui os pedidos de anestesia em 60%
· Diminui o tempo de internação, possibilitando uma maior rotatividade de leitos.
· Economia quanto ao uso de medicamentos (ocitocina, anestésicos, etc).

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Estou grávida, que exercícios posso fazer?


Uma dúvida comum que acompanha gestantes e profissionais é: quais exercícios são permitidos durante a gestação? O primeiro passo antes de se matricular em qualquer academia  é conversar com o obstetra e saber se ele libera a futura mamãe para a realização de exercícios.
Mas, não para por aí, o acompanhemento médico em todo o processo é fundamental para o bom desenvolvimento das atividades e para a saúde da mãe e do bebê.
Feito isso é hora de escolher a atividade e, com cautela, cair na malhação.
MUSCULAÇÃO – A musculação, por exemplo, é uma atividade muito usada hoje nas academias e por professores que trabalham com treinamento personalizado, porém não são todos os médicos que a liberam. Se bem orientada é muito importante e interessante, uma vez que fortalece musculaturas responsáveis pelo controle postura. Há sempre a necessidade, independente do exercícios de realizar ajustes conforme a individualidade da gestante. Desde que liberada pelo médico, tanto a gestante que era sedentária, quanto a que já fazia musculação podem fazê-la.
PILATES – O Pilates vem com força total e a cada dia ganha novos adeptos. Hoje, muitos médicos indicam até mesmo sem conhecer muito da modalidade. Não é uma atividade indicada para gestantes que eram sedentárias antes de engravidar e que nunca fizeram Pilates. Apesar de ser uma atividade importante para o fortalecimento muscular (para auxílio de desconfortos pelas mudanças posturais) e do assoalho pélvico (importante para o parto normal) por seus exercícios exigirem muito dessas musculaturas, com grande ênfase em abdominais, é intensa para quem não o conhece.
TREINAMENTO FUNCIONAL - O  treinamento funcional veio para ficar, pelo menos por alguns anos essa modalidade estará na lista das academias e prioridade dos profissionais. Nele existe uma variação muito grande de exercícios e equipamentos (materiais) que podem ser utilizados. O profissional deverá conhecer muito bem cada exercícios e material para adaptá-lo para a gestante. Não são todos que ela poderá fazer. As grandes instabilidades e exercícios arriscados devem ser tirados do quadro de exercícios selecionados. Na gravidez a orientação deve ser sempre a segurança da gestante não só pela superfície estável, mas também pelo grau de dificuldade ou ação do exercício. É importante que o profissional conheça bastante da gravidez e do treinamento funcional para aplicá-lo.
ATIVIDADES DE IMPACTO – A corrida por ser uma atividade de intensidade e ação biomecânica elevada (devido o impacto) exige um grande nível de aptidão de quem irá praticá-la, portanto não é uma atividade indicada para se iniciar durante a gravidez. Para gestantes que já corriam antes de engravidar, indicamos que sempre seja acompanhado por um profissional e que distâncias e intensidade sejam controladas e reduzidas com o progresso da gravidez.
GINÁSTICA PARA GESTANTES – Uma atividade em grupo é sempre bom para descontrair e motivar. As aulas devem ser programadas e direcionadas para as necessidades gestacionais, havendo sempre a ação em diferentes grupamento musculares e também exercícios com objetivos e materiais diferentes. Mesmo uma gestantes sedentária pode iniciar, mas sempre com o controle do profissional que irá atendê-la.
EXERCÍCIOS DE ALONGAMENTO - Muito importantes para qualquer gestante. Proporcionam o relaxamento e o equilíbrio para grupamentos musculares sobrecarregados pelas mudanças posturais.
HIDROGINÁSTICA - A hidroginástica é ainda a atividade mais indicada pelos médicos, e é sem dúvidas uma atividade que traz vários benefícios para a gestante, principalmente no último trimestre. Nesse momento muitas gestantes sofrem com o inchaço nas pernas e a atividade em água é muito positiva para esse alívio. Há de se tomar muito cuidado pois vários locais oferecem aulas que não são específicas para gestantes sendo que pode haver uma mistura de pessoas e o objetivo e foco ser perdido. Para o grupo de gestantes, o profissional deverá saber fazer as correções das várias grávidas em períodos diferentes de sua gravidez, distribuídas nos vários meses e trimestres e cada uma terá um nível de condicionamento físico e necessidades diferentes.
PROGRAMA PRÉ-GRAVIDEZ - Para quem planeja sua gravidez o programa deve ter como foco a preparação física do corpo da mulher, seja no sentido de perda de peso, como também no fortalecimento dos grupamentos musculares que serão sobrecarregados nesse momento. Por isso os programas são com objetivos, intensidades e volumes diferentes
PROGRAMA PÓS-PARTO - Engana-se quem acha que no pós-parto pode voltar com o ritmo total. O exercício nesse período requer tanto cuidado quanto durante a gestação, pois o corpo da mulher ainda não voltou ao normal e há grande influências hormonais ainda. Desse forma o exercício intenso, independente de qual seja, pode provocar lesões e também comprometer a amamentação.