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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Infecção por cândida (candidíase) na gravidez



Estou com corrimento. Pode ser candidíase?

É normal ter mais corrimento vaginal na gravidez, desde que ele não tenha cheiro forte e não seja grosso. 

Veja quais são os sintomas da candidíase: 
  • secreção vaginal densa, branca e cremosa
  • coceira, ardor ou vermelhidão na região da vagina e do ânus
  • dói na hora de ter relações sexuais
  • arde na hora de fazer xixi


Como se pega candidíase?

As infecções vaginais são bem comuns na gravidez. A candidíase é causada por um minúsculo fungo chamado Candida albicans. Esse organismo vive no trato intestinal dos homens e das mulheres, e em quase um terço das mulheres ele também aparece na vagina. A questão só vira problema quando sua quantidade ultrapassa a de outros microorganismos rivais. Durante a gestação, a região vaginal é rica em glicogênio, uma substância que promove o crescimento desse fungo -- daí uma mulher grávida ser dez vezes mais suscetível à candidíase do que quando não está esperando bebê.


Dá para tratar a candidíase por conta própria?

Se achar que está com candidíase, avise seu médico. Ele provavelmente vai receitar algum supositório vaginal em forma de óvulos ou creme vaginal adequado para seu estágio de gravidez, o que amenizará a coceira e a irritação na área. Não use nenhum medicamento no local sem antes ter falado com o ginecologista/obstetra. Se a candidíase aparecer nos primeiros três meses de gestação, é possível que o médico não queira usar nada. Veja algumas sugestões para ajudar a aliviar os sintomas:
  • Coloque compressas frias de chá de hamamélis ou camomila na área, ou ainda gelo.
  • Iogurtes naturais ou bebidas com lactobacilos vivos pode ajudar a recuperar o equilíbrio microbiano da flora vaginal, embora haja certa polêmica quanto a sua eficácia. Como são produtos inofensivos, você pode tentar. Outra possibilidade é passar um pouco do iogurte na região afetada.
  • Use calcinhas de algodão e evite calças apertadas.
  • Evite usar protetores de calcinha perfumados.
  • Diminua o uso de sabonetes, mesmo os íntimos. Lave só com água ou chá de camomila.
  • Experimente dormir sem calcinha e de camisola, para a região respirar melhor.
  • Não fique muito tempo com o biquíni molhado e evite banhos de imersão quentes.

A candidíase afeta o bebê?

Não. A infecção por cândida na mãe não prejudica o bebê. Se você ainda tiver candidíase no momento do parto, há uma pequena chance de contágio quando a criança passar pelo canal vaginal. 

A infecção por cândida em recém-nascidos provoca feridinhas brancas na cavidade oral do bebê (o chamado sapinho), e o problema pode, por sua vez, ser transmitido para os seios da mãe. Isso causa sensibilidade na área e pode atrapalhar a amamentação. A infecção por cândida, no entanto, não é grave e é facilmente tratável. 

Talvez você repare que, como muitos outros sintomas, a candidíase aparece e desaparece durante a gravidez. Embora inconveniente e desconfortável, tente lembrar de que ela não vai fazer mal a você ou ao bebê. 

Outro detalhe é que às vezes o consumo de alimentos muito ácidos, como frutas cítricas, pode provocar sintomas semelhantes aos da candidíase. Por isso vale a pena evitar um pouco esse tipo de comida quando você apresentar sinais da infecção.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Orgasmo e posições: tire 10 dúvidas sobre sexo na gravidez

A gravidez é um período de mudanças físicas e psicológicas que geram uma série de dúvidas para as mulheres e seus parceiros. Além dos novos hábitos alimentares, ansiedade com a chegada do bebê e alguns desconfortos, é preciso atenção para não deixar a vida sexual de lado. Afinal, fazer sexo durante a gravidez pode machucar o feto? Quais as melhores posições sexuais durante a gestação? É verdade que o desejo diminui nessa fase? Para responder essas e outras dúvidas, o Terra conversou com especialistas no assunto e descobriu que fazer sexo nos meses que antecedem o parto não é um bicho de sete cabeças. Confira a seguir.
O sexo durante a gravidez é seguro e liberado?
Sim, Se for uma gravidez normal, o sexo é seguro, liberado e recomendado. “Existem trabalhos científicos que mostram que o sexo é bem vindo na gravidez, tanto fisicamente como emocionalmente. A gestação ocorre durante o exercício da sexualidade e por isso, manter esse exercício é manter um vínculo efetivo do casal”, explica ginecologista, obstetra e sexóloga Ana Paula Junqueira Santiago, do Hospital São Camilo.
De acordo com a ginecologista, se você restringir a sexualidade durante esses nove meses, acaba limitando o relacionamento. “Por isso, quando o obstetra contraindica, é importante que ele mostre que existem maneiras de ter uma relação sexual sem penetração justamente para não acabar com essa troca de olhares e carinho”.
O desejo pode diminuir ou aumentar com a gestação?
Sim. A mulher passa por várias fases durante a gravidez, com mudanças físicas e emocionais.
Até o 3º mês: nesse período, há uma diminuição do desejo por uma questão física, hormonal e psicológica. Com as mudanças hormonais, o corpo responde muitas vezes com náuseas, cansaço, inchaço, sono e situações que dificultam as relações. Além disso, a ansiedade, insegurança e medo de perda também influenciam. “O aborto espontâneo é uma condição mais comum no primeiro trimestre. Existe o mito de que a sexualidade favorece essa perda. Apesar de não ser verdade, a partir do momento em que a mulher descobre a gravidez, só deve ter relações quando for liberada por um médico”, orienta Ana Paula.
Do 3º ao 6º mês: nessa fase, a sexualidade melhora em 80%. Isso porque, os desconfortos do primeiro trimestre diminuem, aumenta a disposição, melhora a autoestima, os seios crescem e a pele e o cabelo ficam mais bonitos. Além disso, há uma adaptação com as mudanças hormonais e a mulher começa a sentir movimentação do feto, o que melhora a confiança na gestação.
Do 6º ao 9º mês: o final da gravidez é marcado por inchaço, limite máximo físico, cansaço e ansiedade com a chegada do bebê. Nessa fase, o melhor é conversar com o parceiro e entender os limites de cada um. “O histórico de sexualidade também influencia. Existem as alterações físicas e hormonais, mas a mulher que tem uma familiaridade menor com o sexo ou não aprendeu a gostar, vai ter a gravidez como pretexto para deixar de se envolver com o parceiro”, explica a terapeuta sexual Walkíria Fernandes.
É verdade que o pênis pode machucar o bebê?
Não. Durante a relação, o pênis é introduzido no canal vaginal enquanto o embrião fica na cavidade intrauterina, protegido por uma bolsa de líquido amniótico. Da cavidade do útero até o canal vaginal, tem o colo uterino. Então não é possível que o pênis tenha contato com o bebê.
O orgasmo pode estimular o parto?
Não, desde que a gravidez esteja em condições normais. Essa dúvida pode surgir porque durante o fim do segundo trimestre e começo do terceiro, é comum que as mulheres tenham contrações após fazer alguns exercícios. “São chamadas de contrações de Braxton Hicks e não são dolorosas. Como as mulheres percebem após a relação, podem achar que o sexo faz mal, mas não é verdade”, explica Ana Paula.
Quais problemas podem restringir a vida sexual da grávida?
Sangramento é o primeiro sinal vermelho. Se a gestante tiver perda de sangue precisa evitar a relação até orientação médica. Outros fatores que restrigem a vida sexual durante a gravidez são incompetência istmo cervical - quando o colo fica aberto e pode provocar aborto -, rotura de bolsa – que diminui a proteção do feto -, e deslocamento prematuro da placenta. “Há também fatores relativos, como infecções urinárias, viroses, quadros em que a paciente precisa fazer repouso, preparo para exames do pré-natal, depressão ou anemia. Nesses casos, pode namorar, mas o pênis não pode penetrar na vagina. As carícias e masturbação estão liberadas”, aconselha Ana Paula.
Quais as melhores posições sexuais?
Cada casal tem um hábito sexual, mas durante a gravidez é preciso procurar posições que não prejudiquem a mulher ou causem desconforto. “O importante é não fazer peso na barriga e não escolher posições em que o encaixe é mais profundo, como a de quatro”, aconselha Walkíria. Por isso, a mais recomendada é a posição de lado, em que a mulher pode ter a ajuda de um travesseiro para apoiar a barriga e consegue controlar a penetração.
O sexo anal é proibido durante a gravidez?
O sexo anal não é proibido durante o período gestacional, mas merece cuidado redobrado porque aumenta o risco de infecções. Portanto, o indicado é sempre usar preservativo e lubrificante. “Outra dica importante é beber muita água e fazer xixi antes e depois da relação, tanto o homem quanto a mulher. Isso ajuda a manter a via urinária limpa e evita problemas”, afirma Ana Paula.
É mais difícil ter orgasmo durante a gravidez?
Sim. No geral, as mulheres têm mais dificuldade para relaxar e atingir o orgasmo durante a gravidez, mas não é uma regra. “O contrário também pode acontecer. Algumas mulheres têm orgasmo pela primeira vez durante esse período. Normalmente, aquelas que tiveram medo de engravidar a vida toda aproveitam essa fase para relaxar mais no sexo”, conta a obstetra.
Como lidar com as mudanças físicas para se sentir sexy durante a gravidez?
Algumas mulheres se incomodam com os quilinhos a mais, as mudanças do corpo e se sentem menos sexy durante a gravidez. Nessa hora, o melhor é se identificar com a situação e incorporar a nova identidade. “Gravidez não é doença, mas altera os hormônios e traz mudanças. O seio passa a ser peito, a barriga cresce, mas é temporário. É importante entender que esse é um período transitório e que ela está usufruindo do corpo de outra forma, para gerar uma vida”, aconselha Walkíria.
Quando voltar a ter relações após o parto?
Tudo depende da via de parto e do pós-operatório. No geral, as mulheres estão liberadas para as relações sexuais cinco semana após o nascimento do bebê. Nessa fase, segundo Ana Paula, é importante que a mulher escolha as posições e o parceiro respeite os limites, porque o hormônio que produz leite diminui a lubrificação vaginal.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Sangramentos na gestação


Na verdade, existem diferentes motivos para ocorrer sangramentos durante a gravidez, alguns graves e outros relativamente comuns. Se notar sangue na calcinha, mesmo que o fluxo de sangue seja pequeno e que não haja dor, a mulher deve consultar seu médico ginecologista para fazer exames e avaliar seu estado e do bebê o mais depressa possível. Quando o sangramento ocorre no primeiro trimestre da gestação, geralmente, está relacionado com mudanças que acontecem no corpo da mulher. Ele pode ocorrer devido às alterações hormonais ou quando óvulo fecundado se acomoda no útero, rompendo alguns vasos sanguíneos. Outra hipótese é que a mulher sangre nos dias em que viria a sua menstruação caso não estivesse grávida. Nesses casos, o sangramento é pequeno e nem causa danos à mamãe ou ao bebê. Quando o sangramento é mais abundante ou vem acompanhado de fortes cólicas abdominais, pode ser um sinal de aborto espontâneo ou de gravidez ectópica, quando o embrião cresce nas trompas ao invés do útero. Nesse caso, a situação é mais preocupante e a gestante deve procurar imediatamente seu médico para que ele controle a situação. Já no final da gestação, a partir do terceiro trimestre, o sangramento vaginal pode ser sinal de um parto prematuro. Geralmente, quando isso ocorre, o médico indica que a gestante fique em repouso ou adiante a data do parto, dependendo da situação da mãe e do bebê. Para evitar sangramentos, a gestante deve evitar grandes esforços e fazer atividades físicas apenas com a orientação do médico ginecologista. É imprescindível também realizar um bom pré-natal para acompanhar sua saúde e do bebê durante todo o período.