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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Entrevista com Ingrid Ferreira (Mamãe)

Meninas então a entrevista da Ingrid saiu *------* espero que vocês gostem minhas florzinhas. Muito obrigado pela entrevista flor adoro você e o Davi lindo *--* 

Como é pra você ser mãe de um menino?
Ah, ser Mãe de menino é maravilhoso. Era meu sonho e estou super realizada!
"Ser mãe de menino é aprender a jogar bola, brincar de carrinho, Ser mãe de menino é sentir-se uma princesa protegida de monstros e bicho papão, É descobrir que a cor azul é tão bonita quanto a rosa". Enfim eu amo deeemais ser Mãe do meu Davi!
Defina seu parto em algumas palavras.
Difícil, dolorido, "traumatizante" e MARAVILHOSO!
O que você sentiu quando olhou para o seu filho pela primeira vez?
Foi o momento mais especial da minha vida, nossa é difícil de explicar é tão maravilhoso ver aquele rostinho todo sujinho, chorando e você saber que ele é seu, que nasceu de você. Ah, é uma emoção muito grande. Vou me lembrar desse momento pra sempre!
Quem esteve a todo momento com você no hospital?
 Bom, era pra ser minha Mãe por que íamos pagar um quarto particular e tal mais infelizmente por negligencias do hospital, deu tudo errado. Enfim, fiquei sozinha no hospital ;/
Com quem você acha que ele se parece?
Cada um diz uma coisa, mais eu acho que ele se parece muito comigo!
Como foram os primeiros dias do Davi em casa? Ele era chorou ou tranquilo?
Foi ótimo  minha mãe e minha vó me ajudaram muito, no começo não fazia nada mais depois fui pegando o ritmo. Ele é super tranquilo, só chora quando ta com fome ou calor. Sempre foi assim desde que nasceu!
Você sentir falta de está grávida?
Estar grávida em geral não sinto muito, tipo sentir azia, dores e tal num sinto não, rs. Mais sinto muuuita falta do meu barrigão! ;/
Como foi pra você amamenta seu filho pela primeira vez? 
A primeira vez foi meio trágico não consegui amamentar de jeito nenhum e o Davi sempre muito guloso gritava demais, mais dai na segunda em diante foi maravilhoso. É um momento único, depois que dei de mamar pela primeira vez que me senti MÃE de verdade!
Quais conselhos você dará para o Davi quando ele estiver maior?
Sou péssima de conselhos tenho que treinar isso ainda, rs. Mais pretendo dar os melhores possíveis, pra ele não quebrar a cara como eu já quebrei varias vezes!
Se você fosse uma super mãe com super poderes. Que poder escolheria ter?
Ah, pergunta difícil essa acho que eu queria ter todos! rs .. Serio, queria ter um poder que eu pudesse proteger meu filho desse mundo, de doenças, pessoas más e etc!
Pretende ter mais filhos futuramente?
Futuramente acho que sim, ser filho único deve ser muito ruim. Antes eu pensava em ter variiiios, mais agora sei o quanto é difícil. Pretendo planejar um daqui uns 10 anos por aê!
Que tipos de sonhos você tem para o Davi?
Ah, os melhores né. Que ele estude, se forme, seja dependente, construa uma família e que curta bastante!
Como está sendo ser mãe de primeira viagem?
Ta sendo uma experiência única, to amando ser Mãe é a melhor coisa do mundo. Aprendo cada dia mais com o Davi, sem querer me gabar mais me acho uma Excelente Mãe! rs
Como você é vista nas ruas quando sair com o Davi por ser mãe adolescente?
Em pleno século XXI ainda sou julgada, fico impressionada como existem pessoas assim. Me olham torto, comentam .. Mais por mim podem falar e fazer oque quiserem, mesmo com muita vontade de xingar apenas ignoro! u.u
Qual conselho você dá para as mães que não tem muita maturidade em relação à criação dos seus filhos?
Acho que a maturidade vai surgindo desde quando o bebê nasce. Pelo menos comigo foi assim!
Qual mensagem você deixaria para seu filhinho?
Filho .. Você foi, é e sempre será a pessoa mais Importante da minha vida. Agradeço a Deus todos os dias por ter me dado você.
Hoje olhando pro seu rostinho vejo como valeu a pena, tudo que passei, os julgamentos, as dores, as complicações que tive quando você estava aqui dentro de mim, só Deus sabe o quanto eu orava e pedia pra que nada de mal acontecesse com você e que você pudesse chegar lindo, saudável e perfeito pra me trazer alegrias, Ele me ouviu e aqui está você!
Nada se compara, é um amor Inacreditável, Incomparável, Indestrutível, um Amor Verdadeiro e Único, Obrigada por me fazer a pessoa mais realizada e feliz do mundo.
Eu te amo mais que o infinito, eu te amo pra sempre meu Passalinho!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Quatro grandes dúvidas sobre amamentação


Tabus e mitos que passam de geração para geração que dificultam que a mamãe amamente o seu filho.

Na primeira semana de agosto é comemorada a Semana Mundial da Amamentação. São dias para se estimular, incentivar, tirar dúvidas e debater sobre esse tema tão especial. Mesmo com tanta informação, ainda existem mulheres que tem o “pé atrás” com o aleitamento materno. São tabus e mitos que passam de geração para geração que dificultam que a mamãe amamente o seu filho. Vamos identificar e numerar os inimigos dessa relação entre mãe e filho.
1- O peito vai "cair"
Um dos primeiros fatores que levam uma mulher a não querer amamentar mesmo antes de querer ter um filho é a afirmativa que os peitos caem depois de amamentar - Não é a amamentação que faz os peitos caírem. Tem o fator genético, se sua mãe tem o peito caído a sua chance é maior de ter também. E o outro fator é que a pele da região dos seios quando cheios de leite estica e isso pode fazer com que os peitos cedam um pouco depois que o leite seca, amamentando ou não o seu filho.
2- Amamentar dói
Outro inimigo é a dor - Muitas mamães têm medo de sentir dor porque já escutaram amigas relatando dor ao amamentar e outras passam por isso e desistem de amamentar. A dor só aparece quando a posição e a pega do bebê no seu peito estão incorretas e por isso machuca o bico do peito. As informações sobre aleitamento adquiridas antes do nascimento e na maternidade são importantíssimas para que isso não ocorra. Com uma boa pega e posição correta não há dor, mesmo que o bico já esteja machucado. Sempre tem a sogra, a mãe da nova mamãe ou a tia que sempre tem uma dica, uma superstição e até opinião distinta sobre como amamentar seu filho. Aí a mamãe fica no dilema de qual regra seguir ou segue todas e nada dá certo. Mamãe e bebê ficam nervosos e não há amamentação que funcione. Fique calma, agradeça as dicas, siga o que acha importante, mas sempre adote as orientações que aprendeu com os profissionais especializados.
3- O leite da mãe é fraco e por isso o bebê chora de fome
Nem sempre quando o bebê chora é fome e NÃO EXISTE LEITE FRACO - Muitas mulheres acham que isso existe. Cada mulher produz o leite adequado para o seu filho. O bom é que o leite materno é digerido quase que totalmente pelo organismo do bebê e depois de duas a quatro horas ele vai querer novamente. Diferentemente do leite em pó ou de caixinha que têm componentes mais pesados. A digestão fica lenta e o bebê consequentemente dormirá mais depois da ingestão do leite artificial. Podemos comparar quando comemos uma feijoada, dá uma preguiça depois.
4- A mamadeira é mais prática e alimenta mais
LEITE MATERNO É MUITO MELHOR do que o leite de vaca - A geração anterior, das nossas mães, apresentava resistência à amamentação, já que prendia a mulher em casa e estavam numa época de liberdade da mulher. Para quê amamentar se existe a mamadeira. Os benefícios do leite materno não eram tão divulgados e a liberdade era mais importante. Tanto a TV como o cinema incentivavam a mamadeira. Criou-se essa imagem de que a mamadeira com o leite artificial é melhor e que se propaga até hoje por falta de informações.
O sucesso da amamentação depende de força de vontade, determinação e informação. Não é fácil amamentar, mas com ajuda e bons profissionais amamentar exclusivamente até os seis meses da criança vira fichinha.

domingo, 12 de agosto de 2012

Nada de chupar o dedinho!


A mania do nenê de chupar o dedo já vem desde os tempos em que nós nos conhecemos por gente, mas você sabia que esse hábito pode trazer sérios prejuízos à criança? Até os três meses de vida, o bebê, involuntariamente, leva o dedo à boca sempre que tiver fome ou por algum reflexo. A partir desse período, a criança já passa ter maior controle. É aí que os pais devem passar a prestar maior atenção no filhinho.
Assim como todo o processo de formação da criança, os primeiros anos de vida são vitais para o desenvolvimento da região bucal, responsáveis “apenas” pela sucção, deglutição, mastigação, fala e respiração. Ou seja, é uma região extremamente importante para o ser humano. E o que o simples ato de levar o dedo à boca pode ser tão ruim ao bebê?
Quem explica é a fonoaudióloga Jamile Canetto. “A região da boca é formada por estruturas como lábios, língua, dentes, maxila, mandíbula, palato mole e duro, músculos da face, entre outras. O uso adequado das mesmas oferecerá um bom desenvolvimento funcional e anatômico da criança. Cada uma dessas funções deve ser estimulada de forma correta desde o nascimento, como amamentar”.
A profissional completa. “Alguns hábitos orais podem se tornar viciosos com o decorrer do tempo, e sua manutenção poderá levar não somente a alterações nas estruturas do sistema orofacial, mas causar prejuízos no processo de desenvolvimento da criança em todos os aspectos (social, emocional, físico e intelectual).
De acordo com Jamile Canetto, a mania de chupar dedo, assim como o hábito de usar chupeta e mamadeira, podem funcionar como desestimuladores no processo de sucção, essencial, principalmente, às crianças de até dois anos. Por isso, a fonoaudióloga restringe todos os elementos externos utilizados para sucção.
“É importante que os hábitos orais, como chupeta, mamadeira, ou sucção digital (sucção com o dedo) não se tornem um vício, devendo assim ser removidos o mais rápido possível e de forma gradual, para que o equilíbrio psicológico e fisiológico da criança não sofra alterações que levem a prejuízos no seu desenvolvimento.
Entre as conseqüências que o hábito de chupar o dedo ou mesmo o uso de chupetas em demasia podem ocasionar estão a mordida aberta, mordida cruzada, inclinação dos dentes, alterações no padrão de deglutição, dificuldades de fala e aprendizado, problemas respiratórios, desequilíbrio da musculatura facial, além de alterações nos padrões psicológicos e emocionais.
Os prejuízos causados pela sucção através do dedo são geralmente maiores do que os causados pela sucção da chupeta, pois o dedo está sempre disponível.
“Essas alterações podem levar a criança a ter dificuldades na respiração durante o sono (roncam e babam com maior freqüência), apresentam irritabilidade, cansaço fácil em atividades físicas, língua flácida, apetite diminuído, obesidade ou magreza, palidez, respiração e mastigação ruidosas, hiperatividade ou sonolência e dificuldade de aprendizagem”, citou Jamile Canetto.
Como tratar os hábitos orais viciosos?
Muitos métodos podem ser utilizados para eliminar os maus hábitos orais. O principal foco para o tratamento dos hábitos orais é a sua causa. A criança deve ser compreendida e nunca ridicularizada por causa dessa mania. A procura por um profissional de saúde (psicólogo, fonoaudiólogo ou dentista) é importante, para melhor orientação do comportamento da criança.
O apoio familiar tem o objetivo de evitar que os pais façam chantagem, punam ou reprimam a criança enquanto ela apresenta os hábitos orais, além do fato do profissional ser melhor preparado para conduzir as estratégias do tratamento, cada qual na sua área de atuação. Depois de tantas lições aprendidas, não resta outra saída a não ser tirar o dedinho da boca!

domingo, 3 de junho de 2012

Parto público e privado - Parto


O parto na rede pública, e privada com e sem plano de saúde
Os procedimentos, condutas hospitalares e direitos da mulher em relação ao parto não se diferem nos hospitais públicos, privados ou com plano de saúde. A diferença está no poder aquisitivo e nos tipos de parto realizados.
As maternidades privadas estão ficando cada vez mais parecidas com hotéis de luxo. Enquanto isso, é cada vez mais comum verificar na rede pública desde a falta de leitos, mulheres em peregrinação por vários hospitais para encontrar uma vaga, falta de recursos humanos, tratamentos absolutamente desumanos e sem qualquer estrutura para atender uma parturiente até maternidades modelo com programas premiados de humanização do parto.
Esse é apenas um dos reflexos da desigualdade social que impera no país, fazendo do Brasil o segundo país do mundo com maior diferença de renda.
Cesariana em alta nas privadas - Mas é no tipo de parto realizado por essas maternidades que está a grande diferença. Na rede privada, a taxa de parto cesárea chega a quase 80%. Os índices mais altos estão na rede privada com plano de saúde.
Já nos hospitais e maternidades da rede pública, as taxas de cesariana caem para 27.5%. Esses dados são apontados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão governamental que regula a ação das operadoras de planos no País.
Pela Organização Mundial da Saúde, a recomendação é de que as cesarianas representem 15% dos partos. Mesmo nos hospitais públicos, o Brasil tem um índice muito alto de partos cesáreas. Isso mostra o quanto o país ainda está distante de oferecer uma assistência de qualidade à mulher.
Se o cálculo da idade gestacional do bebê for malfeito, o parto cesárea será feito antes da hora e o bebê nascerá prematuro, podendo trazer complicações no pós-parto como distúrbios respiratórios. Bebês de 37 a 38 semanas têm 120 vezes mais chances de apresentar a síndrome da angústia respiratória do que aqueles de 39 semanas. No parto normal, você tem certeza que ele está nascendo na época adequada.
O risco de morte materna em partos cesárea aumenta em 2,8 vezes em relação ao parto normal. A mãe também pode sofrer hemorragia e infecção puerperal. Sua recuperação é mais demorada do que no parto normal e sua estadia no hospital é maior.
O parto cesárea só deve ser realizado em situação de risco para a mãe ou para o feto ou se o trabalho de parto se estender excessivamente.
Opção pela cesariana - Os motivos para o elevado índice do parto cesárea são por comodidade da mãe e do médico que controlam a situação do parto, marcando dia e horário para o nascimento, diferentemente do parto normal, em que a natureza determina o dia e horário.
Outro motivo é o financeiro. Muitas instituições privadas têm como objetivo o lucro em detrimento de assistência e, portanto, o parto cesárea é mais lucrativo.
Já os médicos no Brasil geralmente são mal-remunerados, principalmente os que são conveniados com os planos de saúde, e por isso precisam trabalha em mais de um lugar. Por prestarem serviços em vários lugares, não têm tempo de ficar monitorando as parturientes nas seis ou mais horas de trabalho de parto de um parto normal.
O pagamento pelos convênios ou mesmo pelos pacientes particulares é maior com o parto cesárea e além de tudo é mais rápido. Assim o médico faz mais partos com maior lucratividade. Isso já não acontece na rede pública, onde o valor do pagamento pelos partos é o mesmo para normal e para a cesariana.
Além da comodidade, as mulheres preferem o parto cesárea por medo da dor do parto e os médicos cedem a pressão. Um bom pré-natal esclarecendo todas as dúvidas e mitos, inseguranças e medo da hora do parto com um obstetra que apóie o parto normal dará tranqüilidade e segurança para a mulher na hora de dar à luz e isto por si só já ameniza a dor.
Mas se a dor do parto normal for insuportável, a parturiente pode pedir a anestesia peridural onde as contrações continuarão, mas a dor não será mais sentida.
Como a necessidade de economia na rede pública é grande, a tendência é não abusar da tecnologia. Essa economia traz vantagens para a mãe e o bebê onde é a natureza que tem o controle do parto e o médico está presente para acompanhamento e intervenção só se for preciso. Mas a principal razão da queda no número de cesáreas foi as medidas tomadas pelo Ministério da Saúde para incentivar a realização de partos normais.
Os planos de saúde poderiam ajudar a reverter os altos índices de cesarianas oferecendo mais estímulo ao médico tanto do ponto de vista financeiro, pagando melhor o parto normal, como no aspecto de humanização do parto.
Cabe ao médico indicar o tipo de parto mais adequado para cada mulher e a gestante deve aceitar ou de questionar a escolha. Mas se a gestante pode ter o seu filho de parto normal e o médico indica a cesárea, há um desrespeito ao direito da mulher.

sábado, 26 de maio de 2012

Quarentena: mitos e verdades


Quarentena ou resguardo são nomes populares para designar o puerpério, etapa da vida da mamãe que começa depois do nascimento do bebê. Além dos cuidados com o novo membro da família, a mamãe precisa também cuidar da sua recuperação pós-gestação e pós-parto.
Existem verdades e mentiras em torno dessa fase. O ideal é procurar o seu médico obstetra e ter uma boa conversa para que todas as dúvidas sejam esclarecidas.
O puerpério pode ocorrer até a sexta ou oitava semana pós-parto, período onde os órgãos reprodutivos voltam totalmente ao seu estado normal, como o útero, que durante a gestação cresce 50 vezes o seu tamanho e precisa desse tempo para se recuperar.
A região onde a placenta se encontrava ficam pequenas feridas que se cicatrizam durante o puerpério. Se esse período não for respeitado, as feridas não cicatrizam e a mulher corre o risco de ter uma infecção. Febre é um sintoma de infecção. Se isso ocorrer, vá imediatamente ao médico, recomendação feita também caso o sangramento normal após o parto não diminuir até o 40º dia.
Vida de mamãe não é fácil - A episiotomia (corte entre o ânus e a vagina para facilitar a passagem do bebê) pode ser necessária durante o parto normal. São dados alguns pontinhos, portanto, a região pode ficar inchada e dolorida. Para aliviar o inchaço, é aconselhável colocar uma bolsa de gelo.
Se a dor aparecer na hora de ir ao banheiro, o médico pode indicar laxantes para facilitar as primeiras evacuações. Lembre-se, mamãe: a realização da higiene é mais do que necessária, fazendo um banho de assento com produtos recomendados pelo médico.
As atividades do dia-a-dia devem ser retomadas aos poucos; a mamãe precisa descansar. Dormir é essencial para evitar cansaço e irritação. Isso não quer dizer que necessite ficar deitada a quarentena inteira. Os exercícios que a mulher faz para sentar, levantar e andar estimulam a musculatura abdominal a voltar ao normal – depois de 15 dias a musculatura já recupera 70% da sua forma anterior.
Carregar peso, como o filhote mais velho, deve ser evitado pelo menos nos primeiros 30 dias.
Verdade ou mentira? - Dois mitos muito difundidos são que nesse período não há chances de engravidar e que não se deve lavar a cabeça. Quanta mentira. Embora a possibilidade engravidar possa estar reduzida por causa da amamentação, o risco existe, sim, e por isso a prevenção é necessária. E já no primeiro dia a mamãe pode lavar a cabeça.
Mais uma verdade: o cabelo cai devido à alteração da taxa de alguns hormônios da mulher nessa fase. Fique tranqüila, é algo passageiro. Respeitando as transformações do seu corpo, o puerpério passará sem maiores transtornos e preocupações. E pensar que o papai não sofre nada disso. Pode?
Cuidados - A dor é o termômetro do esforço da mamãe. É a própria mulher quem vai impor o limite na sua vida diária. Normalmente, em 45 dias a mulher já faz os serviços de casa sem dificuldade. Exercícios físicos são proibidos. Nadar e caminhadas somente depois de 45 dias. Ginástica e corrida depois de dois meses e para os esportes coletivos deve-se esperar três meses.
O ato de dirigir um carro, pisando nos pedais, requer o trabalho da musculatura abdominal e do períneo (região entre o ânus e a vagina), prejudicando a cicatrização, e isso impede a mulher de dirigir no primeiro mês pós-parto.
Outro impedimento no primeiro mês é o sexo. Os vasos do útero onde antes ficava a placenta estão abertos, como já comentado, e há risco de contaminação e infecção. O atrito do pênis durante a penetração também causa dor. O sexo deve começar devagar e gradualmente.
Dicas
Realize uma alimentação rica em fibras e líquidos para estimular o intestino e evitar gases.
O motivo dos seios racharem e ficarem muito doloridos pode ser a pega errada do bebê. Peça orientação.
Ficar triste e cansada é normal, mas se isso interferir no seu dia-a-dia e nos cuidados com o bebê, informe ao seu médico.

terça-feira, 22 de maio de 2012

O que levar para a maternidade?


O que deve ser levado ao Hospital no momento da internação?
A sacola da mamãe e do bebê devem ser preparadas desde o 7º mês de gestação
Sacola da mamãe
01 - pacote de absorvente próprio para o pós-parto
01 - chinelo de quarto
03 - jogos de camisolas que sejam de fácil manejo para a mamentação
06 - calcinhas de tamanho maior do que usava antes de engravidar
01 - cinta pós-parto
01 - roupa para o dia de alta
02 - sutiãs de amamentação
- protetores de seios
- máquina fotográfica (checar baterias e levar carregador)
- filmadora (checar baterias e levar carregador)
- produtos de higiene íntima: escova de dentes, escova de cabelos, shampoo, sabonete, creme dental, toalhas...
Sacola do bebê
01 - creme para prevenção de assaduras
01 - pacote de fralda descartável (tamanho recém-nascido)
03 - conjunto pagão com calça
03 - conjunto de lã de acordo com o clima
03 - macacão de recém-nascido
02 - lençol de bercinho
01 - manta (de acordo com a estação)
06 - fraldas de pano (brancas, sem pintura)
01 - escovinha macia para cabelos
02 - sapatinhos e luvas de lã (no frio)
- lembrancinhas
- enfeite de porta
Esta é a lista mínima, fica a critério de cada um o que desejar levar a mais.
- RG da paciente 
- Carteira de convênio (caso tenha convênio, o Hospital exige na internação)
- CIC e RG do marido (ou acompanhante)
- Guia de internação (informe-se junto ao seu convênio se pode ser fornecida antes do parto, pois facilita muito no momento de internar).
OBS.: Parto é sempre urgência. Caso você se apavore, já saiu de casa e depois viu que esqueceu tudo, relaxe. Vá em frente. Leve sua esposa até o hospital e converse com a recepção. Enquanto ela está sendo atendida e você está assinando uma nota promissória, por exemplo, e um pouco mais tranqüilo, você volta e busca o que esqueceu.

sábado, 19 de maio de 2012

Nasceu o bebê: o que acontece?


Meu bebê nasceu
Logo que o bebê nasce, o obstetra entrega-o para o pediatra que aspira as secreções da boca e narinas, limpando a passagem de ar para que possa respirar sozinho pela primeira vez.
Depois é feita a ligadura do coto umbilical e, no primeiro minuto de vida, o Teste de Apgar, repetido no quinto minuto e até no décimo de acordo com a necessidade do bebê. Serve para avaliar as condições de vitalidade através dos batimentos cardíacos, reflexos, tônus muscular, cor da pele e respiração.
Dependendo do hospital, o bebê pode ser levado à mamãe para mamar ou para outra sala onde será pesado e medido. A amamentação na sala de parto acelera a saída da placenta e aumenta o vínculo mãe e filho. Se preciso, ficar em observação, tendo o bebê deitado no berçário.
Depois da amamentação na sala de parto, enquanto a mamãe se recupera, é hora da enfermeira dar banho e de medir o peso, altura, tamanho do tórax, crânio do bebê e ainda ele recebe uma dose de vitamina K para prevenir a doença hemorrágica do recém-nascido.
Depois o bebê vai para o berço aquecido para observação por meia hora. O pediatra avalia novamente e a enfermeira veste e coloca a pulseirinha de identificação. O bebê então é levado para o berçário ou o alojamento conjunto junto com a mamãe, dependendo dos critérios do hospital e da própria escolha da mãe.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Por que a Funchicórea foi proibida?


Muito utilizado para combater as cólicas em bebês, o medicamento teve registro cancelado pela ANVISA.

Existem aquelas receitinhas que passam de geração para geração e que nossas mamães sempre empregam como argumento o “usa que minha avó já receitava e dava certo”. A funchicórea é uma dessas receitas para libertar os bebês das cólicas que assombram a maioria das mamães. Mas seu registro foi cancelado pela Vigilância Sanitária.
O “pó milagroso” tem na sua fórmula folhas de chicórea, raiz de ruibarbo e flores de funcho. Tem também a sacarina, que causa o sabor adocicado ao remédio. O pó deveria ser dissolvido em água e o bebê sugar a chupeta mergulhada nessa água.
O motivo da proibição da venda da funchicórea dado pela ANVISA é a falta de comprovação da segurança e eficácia do medicamento para os fins relatados no rótulo – combater as cólicas nos primeiros meses de vida. O processo de cancelamento estava em andamento desde 2005 e teve a decisão final em 06 de fevereiro de 2012.
O medicamento é usado há mais de 70 anos, mas não existe nenhum estudo científico que comprove a eficácia da funchicórea contra as cólicas. Diretores do Laboratório que era autorizado pela venda da funchicórea dizem que novos estudos devem ser feitos, pois em pesquisas feitas pelo próprio laboratório indicam que o extrato da planta não é eficaz contra as cólicas. O laboratório continuará com os estudos para a recuperação da autorização da venda.
Se não há comprovação da eficácia da funchicórea, muitos pais se perguntam como é que o remédio diminuía as cólicas em muitos casos e por isso era sucesso entre as mamães há mais de 72 anos?
O que os médicos afirmam é que funcionava como um “remédio psicológico aos pais”. Explica-se: a família oferecia o remédio para a criança com cólica e ficava tranquila, pois havia a sensação de que algo já tinha sido feito. O sabor adocicado tirava a atenção do bebê da dor para o gosto prazeroso do doce e assim o bebê se acalmava momentaneamente.
A cólica nos três primeiros meses de vida do bebê é normal por causa da imaturidade do sistema digestivo e assim há dificuldade em digerir alguns componentes do leite levando à dor. Não há nenhum medicamento comprovado cientificamente que combata essas cólicas.
Algumas dicas podem ser levadas para evitar as cólicas. Leite materno é sempre a melhor pedida, pois a sua digestão é mais fácil. A amamentação deve ser exclusiva até os seis meses de vida sem a inclusão de água ou chás que também não resolvem as cólicas.
Não há nada provado que a alimentação materna interfira nas cólicas do bebê. A mamãe não deve restringir a sua alimentação por conta disso. As mamães devem ficar preocupadas e procurarem um médico quando o choro das cólicas vier acompanhado por febre, evacuação com sangue e diarreia.

Amamentação para iniciantes parte 2


Como enfrentar as dificuldades 

Algumas mulheres se adaptam à amamentação com rapidez e sem enfrentar grandes dificuldades. Mas muitas mães de primeira viagem acham o processo complicado. 
Por isso, se você estiver se sentindo um tanto desanimada, lembre-se de que não é a única. Antes de desistir, converse com seu médico e com amigas que estão amamentando ou já amamentaram. 
O seu fórum dos bebês do mesmo mês é um ótimo lugar para tirar dúvidas e trocar experiências. 
O aleitamento requer prática. Tenha paciência e encare cada mamada como mais uma experiência para o seu aprendizado. Experimente novas posições, pois às vezes o bebê se dá melhor pegando o seio por outro ângulo. E lembre-se de que a maioria dos problemas relacionados à amamentação é temporária. 
Procure ter paciência. Às vezes pode parecer mais reconfortante dar logo uma mamadeira de fórmula de leite e ver que o bebê está se alimentando. Não ceda de primeira a essa possibilidade, mesmo que seja sugestão do médico ou da enfermeira. Insista tudo o que puder na amamentação. Se não der mesmo, aí você sempre terá a possibilidade de recorrer à mamadeira. 

De quanto em quanto tempo preciso dar de mamar? 

Nos primeiros dias, ofereça o peito ao bebê sempre que ele chorar, ou demonstrar que quer mamar ("procurando" o peito, fazendo biquinho, "mamando" o braço ou a roupa). A produção de leite é estabelecida pelo estímulo da boquinha do bebê. Quanto mais ele sugar, mais leite você vai produzir. 
Com o tempo, você vai saber quando o bebê está bem alimentado e vai poder começar a criar uma rotina de mamadas para ele. 
O normal é dar de mamar de 8 a 12 vezes durante as 24 horas do dia. Os especialistas recomendam que, nos primeiros dias, enquanto ainda não se souber se o bebê está ganhando peso, você não deixe o bebê dormir mais de quatro horas seguidas sem mamar. 
Se o bebê não quiser acordar de jeito nenhum, você pode tirar a roupinha dele e, em último caso, dar um banho. Mas, assim que o pediatra se certificar de que o bebê está ganhando peso bem, ele deve liberar você para deixar o bebê porperíodos mais longos sem mamar, caso ele esteja dormindo. 

Amamentar faz tanta diferença assim? 

Sim, amamentar faz muita diferença. O leite materno é o melhor alimento para o bebê. Esse é o consenso entre médicos e cientistas do mundo todo. É verdade que nem sempre a amamentação é fácil. 
Com um pouco de paciência e bastante informação você, como tantas outras mães que enfrentam dificuldades no começo, tem todas as chances de dar o peito com sucesso ao seu bebê. 

Veja abaixo alguns bons motivos para fazer de tudo para dar o peito ao bebê: 



O leite materno faz com que o bebê tenha menos risco de ficar doente no primeiro ano de vida. Ele terá menos chance de ter doenças chatas e perigosas como gastroenterite, pneumonia, bronquiolite, infecção urinária e até dermatite. 


Dar o peito faz bem para a mãe também. Além de gastar calorias, ajuda a proteger você contra alguns tipos de câncer, como o de mama e o de ovário. Também protege contra a osteoporose. 


O leite materno é um alimento completo, que contém pelo menos 400 nutrientes, além de hormônios e substâncias que combatem doenças, e que não podem ser encontradas na fórmula artificial. Também vai se adaptando às necessidades do bebê conforme ele cresce. 


A amamentação ajuda a construir a relação entre você e seu filho. Ao amamentar, existe um contato único do bebê com sua pele, seu cheiro e seu aconchego. 


O leite materno é de graça. E as fórmulas infantis pesam bastante no bolso.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o governo brasileiro recomendam a amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses de vida das crianças, e a manutenção do leite materno na alimentação até 2 anos de idade ou até mais. 

Amamentação para iniciantes parte 1



Direto ao ponto: o que é essencial saber 

Antes de qualquer coisa, conheça os pontos básicos da amamentação:


Quando o bebê pega o peito direitinho, a amamentação não deve doer.
O bebê tem de colocar quase a aréola inteira dentro da boca para mamar.
Quanto mais o bebê sugar, mais leite a mãe vai produzir.
O tamanho do peito não tem nada a ver com a produção de leite.
Um peito que produz leite suficiente não necessariamente fica vazando.
O leite de verdade só aparece três ou quatro dias depois do parto. É assim com todas as mulheres. O que vem antes, o colostro, é ótimo para o bebê, mas a quantidade é pequena mesmo.
É normal o bebê perder cerca de 10% do seu peso nos primeiros dias. Ele nasce com uma "reserva" e volta a ganhar peso conforme o leite desce e ele se acostuma com a amamentação.


Preparando-se para amamentar 

O seu próprio corpo é o principal responsável pela preparação dos seios para a amamentação, portanto o mais importante mesmo é preparar seu espírito. Para isso, o melhor a fazer é se informar o máximo possível sobre o assunto antes de o bebê nascer.
Esteja preparada para as dificuldades, mas não precisa ficar apavorada. Use toda a ajuda possível enquanto estiver na maternidade, pois lá há pessoas especializadas e que cuidam disso todos os dias. Faça perguntas e tire todas as dúvidas que passarem na sua cabeça.
Não dá para saber durante a gravidez se você vai ter bastante leite ou não. O tamanho do seio e o fato de o peito já ter vazado ou não não têm nada a ver com a produção de leite depois que o bebê nasce.
Leia desde já também sobre situações especiais: quem fez redução de mamas, pôs silicone ou tem mamilos planos ou invertidos certamente tem muitas dúvidas. 

Preciso comprar alguma coisa? 

Você não vai precisar de nenhum equipamento especial (dá para se virar sem eles). Mas talvez valha a pena já ter em casa absorventes para seio, pomada de lanolina pura e conchas de silicone que deixam o mamilo "arejando", além de ajudar na formação do bico.
Sutiãs de amamentação também são práticos. Tenha pelo menos dois, porque eles precisam ser lavados com frequência (ficam com cheiro de azedo!).
A poltrona de amamentação também não é essencial. Você pode se ajeitar no sofá, na cama ou numa poltrona comum. Importante é ter uma mesinha ao lado para apoiar o paninho e um copo d'água para você.
Também não precisa pensar em comprar bombinha para ordenhar o leite enquanto ainda estiver grávida. Espere para saber se terá necessidade e como vai fazer para continuar a dar de mamar quando voltar a trabalhar.

Como amamentar 

Em primeiro lugar, saiba que não é preciso lavar nem limpar o peito antes de dar de mamar.
Cada mamada pode durar de meros 5 minutos a até 40. Tudo depende da criança. No começo é mais demorado, mas com o tempo a criança pega a prática e mama mais rápido.
Certifique-se de escolher um local bem confortável antes de começar. O ambiente é muito importante, especialmente nos primeiros dias da amamentação, quando você ainda está se adaptando e aperfeiçoando a técnica.
Se você é do tipo de pessoa que se distrai fácil, procure um lugar mais tranquilo para sentar. Por outro lado, caso ache que vai ficar entediada na solidão, sente-se na frente da televisão. O ideal é ir testando diferentes locais da casa até achar um que funcione para você. Relaxamento é a palavra-chave aqui.
Segure o bebê de modo que seus braços e suas costas não fiquem doloridos. Diz-se que é preciso "levar o bebê ao seio", e não "levar o seio ao bebê".
Tenha travesseiros e almofadas (não precisam ser necessariamente especiais para amamentação) por perto. Encontre uma posição boa para você e para o bebê antes de iniciar.
O segredo para a amamentação sem dor é uma boa "pega" (diz-se "péga"). A pega correta requer que o bebê abocanhe o mamilo e uma boa parte da aréola. O ideal é que não dê para ver quase nada da parte mais escura do seio fora da boca do bebê.
Se estiver doendo, interrompa a mamada colocando o dedo mínimo entre a gengiva da criança e o mamilo, para desfazer o vácuo, e comece de novo. Uma vez que a boca do bebê esteja bem encaixada, ele se encarregará do resto. 

Possíveis problemas 

Embora as mulheres há séculos deem de mamar para seus filhos, o início nem sempre é fácil. Nas primeiras seis semanas, à medida que a produção de leite se ajusta e o bebê aprende a mamar, você poderá apresentar:


Ingurgitamento: seios cheios demais ou empedrados
Mastite: inflamação ou infecção nas glândulas mamárias, com febre acima de 38,5 graus Celsius
Dor nos seios

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Sons estimulantes para os bebês recém nascidos


As atividades e brincadeiras com bebês servem não apenas para divertir e distrair-lo, mas principalmenta para desenvolver suas capacidades cerebrais e competências cognitivas. Estimular o bebê corretamente logo no primeiro ano de vida, aumenta suas capacidades linguísticas, motoras, sensitivas e intelectuais. Os estudos de investigação científica sobre o cérebro dos bebês descobriram que os recém nascidos possuem uma resposta natural à música, devido ao seu contacto permanente com o rítmo som e movimento dentro do ventre materno. As músicas que possuem melodias repetidas são muito calmantes para o bebê, por isso coloque sons deste gênero a tocar suavemente próximo ao bebê, fará com que ele se sinta mais tranqüilo e auto-confiante, e quanto mais cedo a música for introduzida no ambiente da criança, mais potencial ela terá para aprender. Experimente também gravar o som da máquina de lavar roupa, é muito semelhante aos sons do interior do ventre materno.

Mecônio


Denomina-se mecônio as primeiras fezes do bebê, elas são de coloração preta esverdeada, grudentas e espessa. Quando o bebê nasce após as 40 semanas de gestação, há risco de aspiração do mecônio. A aspiração do mecônio ocorre quando o bebê defeca dentro da barriga da mãe, e as fezes misturam-se com o líquido aminótico que envolve o bebê e ele respira essa mistura, que é altamente prejudicial à saúde do bebê. A aspiração meconial é uma situação grave. Ela traz problemas ao pulmão do bebê como a falta de surfactante pulmonar e  inflamação nas vias respiratórias gerando dificuldade em respirar. Se o bebê não respira, há falta de oxigênio no cérebro causando danos irreversíveis. Quando os médicos percebem que o bebê não respira sozinho, logo ao nascer eles retiram as secreções da boca, nariz e pulmões do bebê e dão ao bebê o surfactante, entretanto se houver lesões no cérebro do bebê isso só poderá ser diagnosticado após algum tempo. Há um risco de que o bebê inale este líquido chamado líquido meconial, o que pode causar crise respiratória por obstrução e inflamação de suas vias aéreas. Esse risco é evitado desobstruindo-se por aspiração as vias aéreas do recém-nascido imediatamente após o nascimento. Em alguns casos, é necessário recorrer, durante o parto, uma técnica chamada amnioinfusão, que consiste em diluir o líquido amniótico diretamente na cavidade uterina com um soro adequado. Na situação inversa, um atraso na emissão do mecônio depois do nascimento, pode indicar obstrução das vias digestivas, paralisia intestinal ou malformação.
Tratamento
Nos casos de recém nascidos que não inalaram mas ingeriram o mecônio, o tratamento vem após a realização de dois exames, "raio X" e "hemograma", o raio X serve para eliminar a possibilidade de inalação, ou seja, caso de bebês que respiraram o mecônio, e o hemograma serve para detectar as substancias nocivas no sangue, tendo em vista que o bebê muitas das vezes, não apresenta nenhum tipo de sintoma inicial que denuncie o mecônio em seu sangue, tudo isto é detectado no parto. Após confirmado, o tratamento com antibióticos, vitaminas e o leite materno são indispensáveis.

domingo, 1 de abril de 2012

Episiotomia


O que é a episiotomia? 

A episiotomia é um corte cirúrgico feito no períneo, a região muscular que fica entre a vagina e o ânus. O corte é feito durante o parto normal, com a ajuda de uma anestesia local (se a mulher já não estiver anestesiada), para facilitar a passagem da cabeça do bebê. Antigamente esse corte era rotina, pois os médicos afirmam que é mais fácil fechar um corte regular que uma laceração irregular, causada por um "rasgo" natural do tecido na hora em que a cabeça passa. Hoje, porém, o obstetra e as enfermeiras obstetrizes tentam evitar esse tipo de procedimento, porque às vezes não há nenhuma laceração, e a mulher tem a chance de voltar para casa sem nenhum ponto na região vaginal (a situação ideal). A mudança aconteceu porque pesquisas indicaram que, em alguns casos, a episiotomia provoca dor, incontinência urinária e problemas de cicatrização, sem que haja benefício significativo para a mãe ou para o bebê. Converse com seu obstetra para saber qual é a posição dele em relação à episiotomia. 

Posso pedir ao médico para não fazer a episiotomia? 

Se você não quiser passar pela episiotomia, converse com o obstetra numa das consultas do pré-natal. Fale também com a enfermeira obstetriz que estiver atendendo você na maternidade. Ela vai poder ajudá-la a controlar o nascimento para tentar evitar lacerações. Também existem massagens no períneo que você pode ir fazendo antes do parto, para tentar minimizar o risco de o tecido da região rasgar. 


A episiotomia dói? 

A maioria das mulheres diz não ter sentido nada na hora da episiotomia. Os tecidos no local estão bem esticados na hora do parto, e é fácil fazer a pequena incisão. Os pontos, porém, podem doer na recuperação.
Uma dica é usar almofadas especiais para quem tem hemorróidas (com um furo no meio), ou adaptar uma almofada de amamentação ou mesmo uma bóia redonda de criança, para sentar em cima sem pressionar a área afetada.
Algumas mulheres sentem um pouco de dor por uma ou duas semanas, enquanto outras chegam a ter incômodos por um mês ou mais, dependendo da profundidade do corte na área. Nestes casos, elas podem ter também incontinência de gases ou fezes. 

Dicas
Procure deixar a região bem limpa, para não correr o risco de uma infecção: 
Troque os absorventes sanitários toda vez que for ao banheiro. 
Quando fizer cocô, limpe de frente para trás, evitando assim introduzir germes do reto para a vagina. 
Tente não ficar sentada por muitas horas seguidas enquanto o períneo estiver dolorido. 

sexta-feira, 30 de março de 2012

Anestesia ou dor no parto normal?


As mulheres que serão futuras mamães já ficam trêmulas só de pensar em sentir dor na hora do parto e logo dizem ao médico a preferência pela anestesia. Realmente em alguns casos a anestesia é necessária, mas não em todos. A dor normalmente faz parte do processo do parto, infelizmente.
Mas a dor do parto é muito cultural e é diferente de mulher para mulher. Hoje é muito difundido principalmente pela televisão que a dor do parto é insuportável e que não existiria dor pior. E é importante ressaltar que não é bem assim.
Uma mulher que entende todo o processo das contrações, do parto, tirando todas as dúvidas com o seu médico, que é bem atendida no pré-parto, que está junto de pessoas com quem confia na hora da dor e que consegue relaxar e pensar nos benefícios dessa dor fica mais segura e mais calma, diminuindo a dor.
Além disso, a dor das contrações é muito benéfica para mãe e bebê, pois regula o momento do parto. A dor faz com que o organismo da mulher produza os hormônios chamados endorfinas, que diminuem a dor e relaxam a mulher, deixando-a menos cansada e mais resistente para enfrentar todo o processo do parto. Quanto mais evolui o trabalho de parto, mais endorfina é lançada no corpo da mulher.
A dor mostra para a mulher qual a melhor posição a ficar, o caminho a ser percorrido, qual o melhor momento de fazer força, facilitando todo o processo fisiológico da chegada do bebê.
Claro que em muitos casos a anestesia é bem vinda e necessária, mas o uso dela aumentou significativamente nos últimos tempos mesmo com alternativas menos invasivas para o alívio da dor.
Denish Walsh, obstetra e professor da Universidade de Nottingham, Inglaterra, em artigo publicado na revista "Evidence Based Midwifery", relata que alguns estudos já mostraram que a anestesia epidural aumenta a probabilidade de ter que induzir as contrações com tratamentos hormonais, e o uso de fórceps é mais frequente para ajudar a saída do bebê.
Portanto, futuras mamães, pensem no que é melhor para você e seu bebê. Tire suas dúvidas sobre a dor do parto e pratique exercícios que a ajudem a relaxar e melhorar a respiração, fatores que ajudam a diminuir a dor na hora do parto.

Dicas
O apoio de pessoas de quem confia ajuda muito principalmente nas pessoas que estarão com você na sala de parto. Procure conhecer a equipe que estará na hora do seu parto.
Técnicas de respiração ajudam na melhor oxigenação durante as contrações e relaxamento nos intervalos. Procure aprendê-las.
Se mesmo assim o medo da dor é maior que tudo isso, converse com seu médico e escolha a melhor opção para você.

Tipos de parto: Continuação 2


Parto na água 
Já pensou em passar pelo trabalho de parto em uma confortável banheira de água quente? Pois é. Esse tipo de parto é pouco praticado no Brasil, mas tem seu lado bom, como o conforto e o relaxamento propiciados à mãe.
O parto na água se caracteriza quando a mãe dá a luz com os genitais totalmente cobertos de água. A mãe fica sentada em uma banheira e o pai também pode entrar na banheira e apoiar a mulher, como no parto de cócoras.
A água cobre toda a barriga e deve estar na temperatura do corpo, a 37º C. A água morna deixa a gestante relaxada e alivia as dores das contrações, pois provoca um aumento da irrigação sangüínea da mãe, uma diminuição da pressão arterial, além do relaxamento muscular.

Em relação ao natural, este parto é mais rápido e menos dolorido para a mãe, além de mais tranqüilo para o bebê. Ele sai de um meio líquido e quente para outro meio líquido e quente. O Parto na água é considerada pelos obstetras como a forma mais natural de trazer um bebê ao mundo. O parto na água é feito em uma banheira com água aquecida.

No parto na água, o bebê já sai nadando e sobe sozinho até a superfície. O cordão umbilical só é cortado quando pára de fornecer oxigênio à criança.
Esse tipo de parto não é recomendado em trabalho de parto prematuro, presença de mecônio, sofrimento fetal, mulheres com sangramento excessivo, diabetes, HIV positivo, Hepatite-B, Herpes Genital ativo, bebês com mais de 4000g ou que precisem de monitoramento contínuo.


Tipos de partos: Continuação 1


Parto Cesária

O parto cesariano ou cesária é uma opção que em alguns casos tem sido optado pelo obstetra por questão de pressa e comodidade e da mamãe por questão de ansiedade e medo, mas é preciso tomar muito cuidado ao optar pela cesária.
A cesariana é indicada em casos em que a vida da mamãe ou do bebê estão em risco, hoje em dia é uma maneira de salvar vidas de mamães e bebês.
Os casos para optar pelo parto cesariano são:
Desproporção entre a cabeça do bebê e a bacia materna: neste caso, o bebê não terá passagem para sair pela via vaginal. Estão incluídos aí também os casos em que a mulher tem uma bacia anômala, embora larga, tornando muito difícil o trabalho de expulsão.
- Problemas uterinos: O mais comum é o mioma. Se ele estiver na frente do bebê, há um bloqueio total à sua passagem.
- Problemas clínicos da mãe: Um exemplo clássico é o da mulher cardíaca sem condições de enfrentar o esforço do trabalho de parto, a não ser correndo sérios riscos. - Posições da placenta - Muito baixa, a placenta pode impedir a saída do bebê.
- Envelhecimento da placenta: Quando a placenta amadurece antes do tempo, fica sem condições de funcionar adequadamente na hora do parto, deixando de levar para o bebê todos os nutrientes de que ele necessita para sua sobrevivência.
- Sofrimento fetal: Esse problema é conseqüência do anterior. Se a placenta não está funcionando bem, o bebê passa a receber menos oxigênio e menos nutrientes do organismo materno. Ele fica fraco, não se desenvolve bem e entra em sofrimento. É preferível trazê-Io para o mundo externo onde terá melhores condições de vida.
- Posição inadequada do bebê: Se o feto está sentado ou transverso, não vale a pena arriscar um parto pela via vaginal. Mãe e filho podem sofrer sérias lesões na hora da expulsão.
- Cesarianas anteriores: Se a mulher já se submeteu a duas cesarianas anteriormente, evita-se deixá-la entrar em trabalho de parto, pois há o risco do rompimento do útero.
Como podemos ver a cesariana é uma opção em determinados casos. Por isso precisamos ter muita atenção, saber discernir o que é praticidade e comodismo do que é realmente válido para optar pela cesária.
Há casos que está tudo marcado para o parto ser normal, mas na hora há a necessidade de ser feita o parto de cesária. Nesse caso o médico avalia a necessidade.
O parto de cesária é uma cirurgia e como toda cirurgia é uma agressão ao organismo. Por mais que hoje em dia os avanços medicinais estão a favor de uma ótima cirurgia sempre há um trauma no organismo, diferente do parto normal. O abdômen foi cortado, a musculatura foi afastada de seu lugar e a cavidade abdominal invadida. Tudo isso provoca acúmulo de gases, dores, menor movimentação intestinal e uma recuperação pós-parto mais lenta.
Enfim, existem prós e contras para ser feito a cesariana, e tem que ser escolhido por razões que se enquadram na necessidade real do caso. É preciso confiar e saber que o obstetra escolhido tem experiência e sabe muito bem avaliar a necessidade da cesariana.